Tomas Schuman, nome adotado depois da deserção da extinta União Soviética é, na realidade, Yuri Alexandrovitch Bezmenov, ex-agente de propaganda da KGB.
A palestra foi realizada na Summit University em Los Angeles, em 1983, e trata das estratégias e táticas aplicadas pela União Soviética em países-alvo visando a implantação do comunismo no planeta. Você não precisa se preocupar com a data e o tempo transcorrido, pois o seu conteúdo permanece mais atual do que nunca. Você mesmo comprovará isso lendo os textos que foram divididos em sete partes seguindo a divisão dos vídeos.
É muito importante que você leia os textos e assista aos vídeos no YouTube. Eles não são uma relíquia para que você possa entender mais sobre a Guerra Fria. Não!!! Eles explicam o que vem ocorrendo no mundo nas últimas décadas, e que continuará ocorrendo nas próximas. Então, se você quer entender o que ocorre ao seu redor, sugiro que faça um esforço intelectual e um pequeno investimento de tempo. Garanto que não se arrependerá.
Boa leitura!

Soviet Defector from Novosti Press KGB Propaganda Expert
Vídeo 1/7
Subversão é o termo, se você olhar no dicionário ou código penal deste assunto normalmente explicado como uma parte de uma atividade para destruir coisas como religião, governo, sistema, sistema político, econômico de um país, e normalmente é ligado a espionagem e coisas românticas como explodir pontes, descarrilar trens, atividade capa e espada estilo Hollywood.
Quando... O que vou falar a respeito agora não tem absolutamente nada a ver com o clichê de espionagem ou a atividade de coletar informação. Então o maior erro ou conceito errado, eu acho, é que quando estamos falando de KGB, por alguma razão estranha, de produtores de Hollywood a professores de ciência política e (aspas) “especialistas” em assuntos soviéticos, - kremlinólogos, como se autodenominam – eles acham que a coisa mais desejável para Andropov e toda a KGB é roubar o esquema de algum jato supersônico trazer de volta prá União Soviética e vender para o complexo industrial militar soviético.
É apenas em parte verdadeiro. Se tomarmos todo o tempo, dinheiro, e mão-de-obra que a União Soviética e a KGB em particular gasta fora das fronteiras da URSS descobriremos – claro que não há estatísticas oficiais ao contrário da CIA ou FBI – que a espionagem como tal ocupa apenas dez a quinze por cento do dinheiro, tempo e mão-de-obra. Quinze por cento da atividade da KGB. Os oitenta e cinco por cento restantes são sempre subversão. E ao contrário de um dicionário de inglês, - dicionário Oxford – subversão na terminologia soviética significa sempre uma atividade distratora e agressiva visando a destruir o país, nação ou área geográfica do seu inimigo. Então não há românticos lá, de forma alguma. Nada de explodir pontes, nada de microfilmes em latas de Coca-Cola, nada desse tipo! Sem nonsense James Bond!
A maior parte... Esta atividade é aberta, legítima e facilmente observável se você se der ao tempo e trabalho de observá-la, mas, de acordo com a lei, e sistemas fiscalizadores da civilização ocidental, não é crime! Exatamente por causa do conceito errado, manipulação de termos. Nós achamos que o subversor é uma pessoa que vai explodir nossas lindas pontes! Subversor é um estudante que vem para intercâmbio, um diplomata, um ator, um artista, um jornalista, como eu – fui – há dez anos.
Bem, subversão é uma atividade que é uma via de duas mãos. Você não pode subverter um inimigo que não quer ser subvertido. Se vocês conhecem a história do Japão, por exemplo... Antes do século XX o Japão era uma sociedade fechada. No momento em que um barco estrangeiro chega às margens do Japão o exército imperial japonês educadamente os mandava sumir. E se um vendedor americano chega às margens do Japão, digamos uns sessenta, setenta anos atrás, e diz “Oh, eu tenho um aspirador de pó muito lindo pra você! sabe, com um bom financiamento...”. “Por favor, deixe-nos. Não precisamos do seu aspirador.” Se não forem embora, eles atiram. Para preservar sua cultura, ideologia, tradição, valores, intactos. Você não foram capazes de subverter o Japão. Vocês não podem subverter a União Soviética, porque as fronteira estão fechadas, a mídia é censurada pelo governo, a população é controlada pela KGB e polícia interna. Com todas as lindas figuras lisas da revista TIME e Magazine América, que é publicada pela embaixada americana em Moscou você não pode subverter os cidadãos soviéticos porque a revista nunca CHEGA aos cidadãos soviéticos. Ela é coletada das bancas e jogada na lata de lixo.
A subversão só pode ser bem sucedida quando o iniciador, o ator, o agente da subversão tem um alvo que responde. É um tráfego de mão dupla. Os EUA são um alvo receptivo de subversão. Não há resposta similar àquela dos EUA à União Soviética. Ela pára em algum lugar no meio do caminho, nunca chega aqui.
A teoria da subversão remonta a dois mil e quinhentos anos atrás. O primeiro se humano que formulou as táticas de subversão foi um filósofo chinês chamado Sun Tsu. Foi um conselheiro para várias côrtes imperiais na China antiga. E ele disse – após longa meditação – que para implementar... Para implementar política estatal de uma maneira belicosa é o mais contra produtivo, bárbaro e ineficiente lutar num campo de batalha.
Vocês sabem que a guerra é a continuação da política estatal, certo? Então se você quer implantar com sucesso sua política estatal e começa a lutar, esta é a maneira mais idiota de fazer. A mais alta arte da guerra é não chegar a lutar. Mas subverter qualquer coisa de valor no país do seu inimigo até o momento em que a percepção da realidade do seu inimigo deteriora a ponte de ele não perceber você como um inimigo e que o seu sistema, a sua civilização e suas ambições parecem ao seu inimigo uma alternativa se não desejável, então ao menos factível. “Antes vermelho que ser morto.” Esse é o propósito final, a etapa final da subversão, após o qual você pode simplesmente dominar seu inimigo sem disparar um tiro... se a subversão for bem sucedida. Isto é basicamente o que a subversão é.
Como vocês podem ver, nenhuma menção a explodir pontes. Claro que Sun Tsu não sabia muito sobre explodir pontes. Talvez não houvesse tantas pontes naquela época.
Mas... o básico da subversão está sendo ensinado a todo aluno da escola da KGB na URSS e a oficiais de academias militares. Eu não sei se o mesmo autor está incluído na lista de leituras para oficiais americanos sem falar de estudantes comuns de ciência política. Eu tenho dificuldade de achar a tradução de Sun Tsu na biblioteca universitária em Toronto e depois aqui em Los Angeles, mas é um livro que não está “disponível”; ele é FORÇADO pra todo estudante na URSS. Todo estudante que se pensa que lidará mais em sua carreira com estrangeiros.
O que é subversão?
Basicamente consiste de quatro períodos, temporalmente. Se começarmos aqui e formos neste sentido no tempo... certo? Aqui é o ponto inicial. A primeira etapa da subversão é o processo chamado basicamente desmoralização. Fala por sí o que é.
Subversão é o termo, se você olhar no dicionário ou código penal deste assunto normalmente explicado como uma parte de uma atividade para destruir coisas como religião, governo, sistema, sistema político, econômico de um país, e normalmente é ligado a espionagem e coisas românticas como explodir pontes, descarrilar trens, atividade capa e espada estilo Hollywood.
Quando... O que vou falar a respeito agora não tem absolutamente nada a ver com o clichê de espionagem ou a atividade de coletar informação. Então o maior erro ou conceito errado, eu acho, é que quando estamos falando de KGB, por alguma razão estranha, de produtores de Hollywood a professores de ciência política e (aspas) “especialistas” em assuntos soviéticos, - kremlinólogos, como se autodenominam – eles acham que a coisa mais desejável para Andropov e toda a KGB é roubar o esquema de algum jato supersônico trazer de volta prá União Soviética e vender para o complexo industrial militar soviético.
É apenas em parte verdadeiro. Se tomarmos todo o tempo, dinheiro, e mão-de-obra que a União Soviética e a KGB em particular gasta fora das fronteiras da URSS descobriremos – claro que não há estatísticas oficiais ao contrário da CIA ou FBI – que a espionagem como tal ocupa apenas dez a quinze por cento do dinheiro, tempo e mão-de-obra. Quinze por cento da atividade da KGB. Os oitenta e cinco por cento restantes são sempre subversão. E ao contrário de um dicionário de inglês, - dicionário Oxford – subversão na terminologia soviética significa sempre uma atividade distratora e agressiva visando a destruir o país, nação ou área geográfica do seu inimigo. Então não há românticos lá, de forma alguma. Nada de explodir pontes, nada de microfilmes em latas de Coca-Cola, nada desse tipo! Sem nonsense James Bond!
A maior parte... Esta atividade é aberta, legítima e facilmente observável se você se der ao tempo e trabalho de observá-la, mas, de acordo com a lei, e sistemas fiscalizadores da civilização ocidental, não é crime! Exatamente por causa do conceito errado, manipulação de termos. Nós achamos que o subversor é uma pessoa que vai explodir nossas lindas pontes! Subversor é um estudante que vem para intercâmbio, um diplomata, um ator, um artista, um jornalista, como eu – fui – há dez anos.
Bem, subversão é uma atividade que é uma via de duas mãos. Você não pode subverter um inimigo que não quer ser subvertido. Se vocês conhecem a história do Japão, por exemplo... Antes do século XX o Japão era uma sociedade fechada. No momento em que um barco estrangeiro chega às margens do Japão o exército imperial japonês educadamente os mandava sumir. E se um vendedor americano chega às margens do Japão, digamos uns sessenta, setenta anos atrás, e diz “Oh, eu tenho um aspirador de pó muito lindo pra você! sabe, com um bom financiamento...”. “Por favor, deixe-nos. Não precisamos do seu aspirador.” Se não forem embora, eles atiram. Para preservar sua cultura, ideologia, tradição, valores, intactos. Você não foram capazes de subverter o Japão. Vocês não podem subverter a União Soviética, porque as fronteira estão fechadas, a mídia é censurada pelo governo, a população é controlada pela KGB e polícia interna. Com todas as lindas figuras lisas da revista TIME e Magazine América, que é publicada pela embaixada americana em Moscou você não pode subverter os cidadãos soviéticos porque a revista nunca CHEGA aos cidadãos soviéticos. Ela é coletada das bancas e jogada na lata de lixo.
A subversão só pode ser bem sucedida quando o iniciador, o ator, o agente da subversão tem um alvo que responde. É um tráfego de mão dupla. Os EUA são um alvo receptivo de subversão. Não há resposta similar àquela dos EUA à União Soviética. Ela pára em algum lugar no meio do caminho, nunca chega aqui.
A teoria da subversão remonta a dois mil e quinhentos anos atrás. O primeiro se humano que formulou as táticas de subversão foi um filósofo chinês chamado Sun Tsu. Foi um conselheiro para várias côrtes imperiais na China antiga. E ele disse – após longa meditação – que para implementar... Para implementar política estatal de uma maneira belicosa é o mais contra produtivo, bárbaro e ineficiente lutar num campo de batalha.
Vocês sabem que a guerra é a continuação da política estatal, certo? Então se você quer implantar com sucesso sua política estatal e começa a lutar, esta é a maneira mais idiota de fazer. A mais alta arte da guerra é não chegar a lutar. Mas subverter qualquer coisa de valor no país do seu inimigo até o momento em que a percepção da realidade do seu inimigo deteriora a ponte de ele não perceber você como um inimigo e que o seu sistema, a sua civilização e suas ambições parecem ao seu inimigo uma alternativa se não desejável, então ao menos factível. “Antes vermelho que ser morto.” Esse é o propósito final, a etapa final da subversão, após o qual você pode simplesmente dominar seu inimigo sem disparar um tiro... se a subversão for bem sucedida. Isto é basicamente o que a subversão é.
Como vocês podem ver, nenhuma menção a explodir pontes. Claro que Sun Tsu não sabia muito sobre explodir pontes. Talvez não houvesse tantas pontes naquela época.
Mas... o básico da subversão está sendo ensinado a todo aluno da escola da KGB na URSS e a oficiais de academias militares. Eu não sei se o mesmo autor está incluído na lista de leituras para oficiais americanos sem falar de estudantes comuns de ciência política. Eu tenho dificuldade de achar a tradução de Sun Tsu na biblioteca universitária em Toronto e depois aqui em Los Angeles, mas é um livro que não está “disponível”; ele é FORÇADO pra todo estudante na URSS. Todo estudante que se pensa que lidará mais em sua carreira com estrangeiros.
O que é subversão?
Basicamente consiste de quatro períodos, temporalmente. Se começarmos aqui e formos neste sentido no tempo... certo? Aqui é o ponto inicial. A primeira etapa da subversão é o processo chamado basicamente desmoralização. Fala por sí o que é.
Desmoralização
Leva, digamos, de quinze a vinte anos para desmoralizar uma sociedade. Por que quinze ou vinte anos? Esse é o tempo suficiente para educar uma geração de estudantes, ou crianças.
Link para assistir a Parte I
Continua na PARTE II
5 comentários:
coloque as demais traduções dos vídeos sequencias.
é muito interessante!
Olá,
Você sabe como foi que Yuri Bezmebov morreu? Li qualquer coisa sobre um acidente de trânsito. Teria sido assassinado?
Infelizmente não há fontes oficiais falando sobre a morte de Yuri Bezmenov. Existem algumas especulações, mas difíceis de confrmação.
Obrigada. Já estou aqui de novo procurando informações...
Pois é, mais uma vez morre um que mostra a verdade...
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