"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. E, por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso"

domingo, 27 de agosto de 2017

A TOMADA DO BRASIL

Título original: A TOMADA DO BRASIL pelos maus brasileiros
Autor: Percival Puggina
Editora: Concreta
Assunto: Política
Edição:
Ano: 2015
Páginas: 290

Sinopse: PARA CONSTRUIR uma sociedade de verdade, livre e próspera, pilares morais são fundamentais. No caso, a moralidade presente na tradição cristã ocidental seria a resposta contra tanta subversão de valores, que hoje assola nosso país, tendo no PT seu maior sintoma. É esta a principal mensagem deste excelente livro de Percival Puggina, com olhar sempre arguto e coragem para remar contra a maré vermelha e colocar o dedo na ferida.Rodrigo Constantino

Em seu novo livro, Percival Puggina apresenta seus artigos escritos entre 2011 e 2015 - em um dos períodos de maiores turbulências da democracia brasileira. Atualizados e organizados por temas, os textos oferecem uma visão sobre os problemas nacionais de uma forma tão distante do padrão jornalístico atual quanto próxima da percepção do povo brasileiro.

A tomada do Brasil pelos maus brasileiros - Crônicas à margem da história contemporânea reúne os últimos cinco anos de escritos de um dos pensadores mais originais e tenazes da jovem e cambaleante democracia brasileira. Da revolução cultural ao desarmamento civil, das decisões do STF à Comissão da Verdade, de Marx a Lula, passando por Foro de São Paulo, Partido dos Trabalhadores e Teologia da Libertação, nada escapa a Percival Puggina.

As causas e origens de nossos problemas são complexas, mas a situação se tem agravado graças à ação dos maus brasileiros, que soem transitar pela via esquerda de nossa História. E os textos que compõem este livro estão organizados de modo a oferecer explicações sobre esse processo. São comentários atuais e certeiros, crônicas inseridas em contextos específicos, mas que, articuladas como se apresentam, descrevem com precisão os porquês da penúria brasileira. E ainda apontam como podemos reagir e ressurgir.

Comentário: Os trabalhadores de todo o mundo não se uniram. As idéias abstratas de Karl Marx (e de seu financiador, Frederich Engels) não encontraram ressonância na vida real. Ao contrário do socialismo, aquilo que Marx chamou de capitalismo não é uma ideologia, mas o resultado de uma relação própria dos seres humanos: a relação de trocas. Da mesma forma, não encontra amparo na realidade aquilo que Marx chamou de “moral burguesa”, da qual, segundo a fábula Manifesto do Partido Comunista, os trabalhadores de todo o mundo viriam a querer libertar-se, por ser artificialmente construída e imposta por quem detém os meios de produção. Chamado de “conservadorismo”, esse conjunto de “regras” também não é um ideário (como o é o socialismo), mas uma percepção acurada do mundo real, do que deu certo e do que deu errado ao longo da História, com a base de uma moralidade sempiterna, de um Direito Natural fundado na Verdade com “v” maiúsculo. Esse eixo certo e errado, fundador daquilo a que se chama conservadorismo, foi percebido em diferentes civilizações, em distintas regiões da Terra e em diversos momentos da História – e constitui o muro de contenção dos devaneios ideológicos.Mateus Colombo Mendes.

Sobre o autor: O autor deste livro se define como um conservador de tudo que a experiência dos povos demonstrou ser necessário conservar e, simultaneamente, como um vigoroso defensor do exercício responsável das liberdades. É um cronista cotidiano e do cotidiano, palestrante polemista, que faz do hábito de escrever e falar sua forma de dizer “Presente!” ao desenrolar dos fatos.

Percival Puggina é autor, também, de Crônicas contra o totalitarismoA tragédia da utopia e Pombas e gaviões

domingo, 25 de junho de 2017

ÍNDOLE MARXISTA

- A primeira coisa que você tem que aprender é que os marxistas não Possuem dilema moral, portanto são imunes a esse tipo de apelo. Dou dois exemplos:
a) As denúncias de escândalo (roubalheira) do PETROLÃO não impediram que a candidata do PT se reelegesse.
b) A condenação dos mensaleiros transformou todos eles em HERÓIS NACIONAIS. Alguém foi expulso do partido? Não.
Então, apelar para o mensalão, petrolão ou roubalhão é chover no molhado ou soltar "pum" dentro da banheira.

- A segunda, é que para marxistas o conceito de BEM e MAL não existe, o que existe é a Causa Revolucionária. Explico de novo:
a) Se o fato ajuda a causa da revolução, então é um BEM;
b) Se o fato não ajuda a causa revolucionária, então é um MAL.

- A terceira, é que todo marxista é um relativista congênito. O mesmo fato pode ser BEM e MAL ao mesmo tempo ou em diferentes épocas. A época não importa. Explico novamente e dou exemplos:
a) Matar homossexuais na U.R.S.S. na época de Stalin ou em Cuba na época de Fidel é BOM porque ajuda a causa da revolução. A revolução precisa do "homem forte", "do homem de pegada" e o homossexual é fraco e "delicado".
b) Defender os homossexuais no Brasil é um bem à causa revolucionária porque ajuda a DESTRUIR A FAMÍLIA e reforça o conceito de luta de classes.

Então, fatos antagônicos, MATAR ou DEFENDER, passa ser igualmente BOM porque favorece a causa da revolução marxista. O mesmo raciocínio se aplica ao MAL. Compreendeu?

Quem são os marxistas no Brasil? O PT, o PC do B, o PSOL, o PSTU, o PPS, o PDT e todos os demais partidos de esquerda, sem exceção.

A.O.

domingo, 21 de agosto de 2016

O TERRORISMO INTELECTUAL de 1945 aos nossos dias

Título original: Le terrorisme intellectuel
Autor: Jean Sévillia
Tradução: Regina Bracco
Editora: Peixoto Neto
Assunto: Sociologia
Edição: 1ª
Ano: 2010
Páginas: 250


Sinopse: Este livro trata do discurso de autovitimização assumido desde o início por intelectuais com a idéia de que toda a sociedade pode ser remodelada pela ação política, de que todo o passado e o presente devam ser julgados com base em um futuro hipotético. A ação desse grupo ao longo das últimas décadas, seus métodos e o seu domínio quase absoluto da cena intelectual francesa é o que Jean Sévillia denomina 'terrorismo intelectual'.
A França, dizem, é o país da liberdade. No campo das idéias, resta demonstrar. Tudo se passa como se um pequeno grupo privilegiado fosse o guardião das chaves da verdade. E os que contestam esse monopólio são vítimas de uma censura insidiosa, que os reduz ao silêncio. Na cena política, cultural e dos meios de comunicação, esse terrorismo intelectual é exercido há mais de cinqüenta anos.
Em 1950, as elites exaltavam o paraíso soviético e louvavam os feitos de Stálin. Em 1960, asseguravam que a descolonização garantiria o bem-estar dos povos de além-mar. Em 1965, aderiram às ações de Fidel Castro, Ho Chi Minh ou Mao. Em maio de 1968, sonhavam com o indivíduo liberto dos grilhões das restrições sociais. Em 1975, saudavam a vitória dos comunistas na Indochina, Em 1981, acreditavam que estavam saindo das trevas para finalmente ver a luz. Em 1985, proclamavam que cabia à França acolher os deserdados do mundo inteiro. Nos anos de 1990, a ideologia esquerdista e o ultraliberalismo se uniam para afirmar que nações, famílias e religiões eram instituições que pertenciam ao passado.
Ao longo de mais de cinqüenta anos, todos os que resistiram a essas posições foram vítimas do terrorismo intelectual. Mesmo que a razão estivesse do seu lado, eram tratados como reacionários, fascistas, capitalistas, imperialistas, colonialistas, racistas, xenófobos, obscurantistas ou moralistas.
Durante toda a segunda metade do século XX e início deste século, nenhuma intelectualidade exerceu tanta influência quanto a francesa. Aragon, Sartre, Beauvoir, Foucault, Althusser, Deleuze, Derrida, Barthes, Lacan e inúmeros outros influenciaram as redações de todos os jornais, moldaram os atuais currículos das ciências humanas em todas as universidades do mundo, deram o tom nas discussões e militância políticas e deixaram milhares de admiradores e seguidores. Em suma, influenciaram definitivamente o modo como as classes letradas de todo o mundo enxergam a realidade. Nessas seis décadas, nenhum outro grupo pareceu tão insatisfeito com a sua própria cultura, com as tradições de seu país ou do Ocidente ou com o modo de vida, organização política e econômica ocidentais. Nenhum outro grupo deplorou tanto as mazelas do passado e do presente e lutou tanto por uma revolução que criasse um mundo melhor, mais livre e justo. E, pode parecer estranho, nenhum outro grupo apoiou tão apaixonadamente os maiores déspotas e regimes totalitários surgidos após a Segunda Guerra, tal qual já o fizera grande parte da intelectualidade alemã em relação a Hitler e seu partido nacional-socialista. Stalin, Mao Tsé-tung, Ho Chi Minh, Pol Pot, Fidel Castro e seus respectivos regimes foram todos saudados como redentores e instauradores de uma nova ordem de justiça e liberdade. Quem quer que se opusesse às opiniões dessa intelectualidade era imediatamente rotulado de reacionário, imperialista, capitalista ou obscurantista e reduzido ao silêncio. Hoje, o discurso de autovitimização assumido desde o início por esses intelectuais, a idéia de que toda a sociedade pode ser remodelada pela ação política, de que todo o passado e o presente devam ser julgados com base em um futuro hipotético, é a forma de pensar dominante no mundo moderno.

EXCERTOS DA OBRA:
"O objetivo da educação comunista é a eliminação de qualquer traço de individualidade. O culto rendido aos chefes [veja o caso Lula na questão Lava-Jato] demonstra como seus partidários abdicaram de toda reflexão crítica".

"Um militante não pensa por si mesmo, o Partido é que se expressa por meio dele".

"Para dar consistência ao sempre presente perigo fascista, é preciso inventar fascistas. Portanto, aquele que atravessa o caminho do comunismo é um fascista presumido ou declarado".

"Fascismo" não corresponde mais a um conteúdo objetivo. Não só é um insulto, mas também uma arma para desqualificar o adversário".


Sobre o autor:  Jean Sévillia (1952-) é redator-chefe adjunto de Le Figaro Magazine. Já publicou vários livros: as biografias Le chouan du Tyrol, Andreas Hofer contre Napoleón (1991) e Zita, impératrice courage (1997); Historiquement correct. Pour en finir avec le passé unique (2003) ; Quand les catholiques étaient hors-la-loi (2005); Moralement correct (2007 e diversos outros livros em co-autoria.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

A HIDRA VERMELHA

A HIDRA VERMELHA
Autor: Carlos Ilich Santos Azambuja
Editora: Observatório Latino
Assunto: Política (movimento subversivo)
Edição: 1ª
Ano: 2016
Páginas: 376

Sinopse: Quando, na década de 70 [Séc. XX], o movimento subversivo e terrorista acentuou-se no Brasil, as Forças Armadas perceberam que teriam de lidar com um novo tipo de ameaça: a guerra assimétrica, até então desconhecida, pois eles prepararam-se para a guerra convencional, onde o inimigo é conhecido e o campo de ação é claramente delimitado.
Com o surgimento das guerrilhas urbana e rural, com um inimigo totalmente desconhecido e que agia à margem das convenções, as Forças Armadas não viram outro caminho para combatê-las com eficácia, como de fato ocorreu, senão estudar mais a fundo aquele novo episódio que tinha suas origens, respaldo e recursos financeiros oriundos de Cuba, China, Vietnã e Albânia.
Em 1985 o historiador Carlos Ilitch Santos Azambuja, um sério e isento estudioso do tema, é convidado a escrever sobre o Movimento Comunista Internacional e suas ramificações no Brasil, dando origem ao magnífico livro A Hidra Vermelha.
O livro fora escrito com o objetivo único de servir de instrumento didático para uso exclusivo das Forças Armadas, ficando, por isso, desconhecido do grande público até os dias atuais.
Tudo o que fora escrito na Hidra Vermelha, há 30 anos, encontra-se tão atual quanto em sua época pois, de lá para cá, do ponto de vista teórico do comunismo, o panorama internacional modificou-se pouco, apenas na Ibero-América com o surgimento do Foro de São Paulo, criado em 1980 por Fidel Castro e Lula da Silva.
É, pois, de vital importância para aqueles que pretendem estudar e conhecer as raízes do comunismo, tanto no exterior como no Brasil, ter esta magnífica obra, escrita por um dos mais sérios e profundos conhecedores do tema.
O Brasil, sobretudo as Forças Armadas, devem muito a este historiador e à Hidra Vermelha, que agora o Observatório Latino tem a felicidade de editar e oferecer ao grande público.
Prefácio: A tarefa de prefaciar este livro é prazerosa, pela amizade que me une ao autor há muitos anos, e ao mesmo tempo de extrema responsabilidade. Desde que li este texto pela primeira vez percebi a importância da pesquisa histórica levada a cabo pelo historiador profundo, unida à sua experiência pessoal de combate ao comunismo no meio intelectual. Sim, porque Azambuja não fala apenas de teorias que aprendeu, mas usa a experiência prática de vários anos no enfrentamento ideológico cotidiano em sua tarefa de historiador. Foi neste embate que o autor pode perceber como o diabo se pinta de santo e cita as escrituras para seus propósitos, para produzir testemunhos sagrados embora sendo mau por natureza, um vilão com uma face sorridente como dizia o genial barbo. Pois assim são os intelectuais marxistas: belas maçãs por fora, mas falsas pela podridão interior! E o autor os conheceu bem de perto.
... O livro abrange praticamente toda a gama de aspectos referentes ao Movimento Comunista Internacional e suas ramificações ao longo de 53 capítulos, o que torna impossível comentá-los com mais detalhes. Da história às organizações, da filosofia ao jornalismo – nada ficou de fora e acaba-se a leitura do livro com anseios de mais conhecimento. Sim, pois o livro é de tal abrangência que serve como um Vade Mecum apontando o caminho seguro para o leitor estudioso se aprofundar. Os leitores seguramente não se arrependerão de ler e manter como livro de consulta. (Heitor de Paola, médico, psicanalista, escritor, jornalista e comentarista político.)


sexta-feira, 13 de maio de 2016

O SURGIMENTO DO IMPÉRIO NEOCOMUNISTA

O SURGIMENTO DO IMPÉRIO NEOCOMUNISTA *
 Atila S. Guimarães
 Resenha do livro de Toby Westerman:
Mentiras, Terror e o Surgimento do Império Neocomunista – Origens e Direção (Bloomington, IN: AutorHouse, 2009, 231pp.)

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     Os que não caíram na artimanha de que o comunismo morreu, vão encontrar neste livro uma valiosa ferramenta para apoiar sua posição. Os que ingenuamente acreditaram no mito de que João Paulo II e Ronald Reagan derrotaram o comunismo dando prestígio e dinheiro a Lech Walesa, vão encontrar neste livro clara comprovação de que o comunismo nunca morreu, só mudou seu rosto para avançar mais.
     Baseado em notável quantidade de informações confidenciais retiradas de seus arquivos, como expert em política internacional Toby Westerman oferece aos seus leitores um amplo mapa da atividade comunista contemporânea. Isto é apresentado em estilo atraente, que torna a leitura desse grave tema como se fosse uma novela policial.
     A "nova" face do comunismo russo
     Westerman começa descrevendo como a atuante rede de espionagem comunista era forte – ironicamente, ao mesmo tempo em que Boris Yeltsin pronunciava seu dramático discurso diante do Congresso dos Estados Unidos (17 de junho de 1992), assegurando ao mundo que o comunismo estava morto e que a Rússia havia adotado os princípios sócio-econômicos do Ocidente moderno. O Autor especifica que enquanto Yeltsin nos garantia que "a liberdade não seria enganada", em torno de 700.000 espiões comunistas trabalhavam no mundo todo para continuar a expansão de suas idéias.
     De fato, muitos símbolos antigos do comunismo foram abandonados e muitas instituições foram fechadas. Sem embargo, isto se deu não tanto porque seus líderes haviam mudado de ideologia, mas porque essas instituições estavam obsoletas e o povo já não seguia seus chefes. Se bem que esse fracasso geral deu a aparência de uma mudança nas idéias, o Autor sustenta que, na realidade, isso se passou para convidar os capitalistas para entrarem na Rússia e restaurarem sua economia. Desde então, operou-se um forte aumento dos investimentos ocidentais que ingressaram na falida economia comunista e lhe deram nova vida.
     No entanto, oito anos mais tarde, como o desastre econômico começou a ser resolvido, Vladímir Putin ganhou as eleições (março de 2000) e começou novamente a construir e reinstalar as instituições comunistas que haviam sido abandonadas. Ex-agente do KGB, Putin trabalha para restaurar a infame agência. O mesmo pessoal, os mesmos métodos — espionagem, perseguição, assassinatos — continuam sendo aplicados contra aqueles que de alguma maneira ameaçam o regime. De maneira significativa — e Westerman o documenta muito bem — Putin também anseia pelo retorno da URSS.
     No fundo, o Ocidente é o facilitador para que o comunismo continue. É o que ainda hoje acontece. O comunismo continua, mas com sua face metamorfoseada. O que há de novo nessa face? Em cada parte do mundo assume características peculiares. Na Rússia, abandonou o estilo comunista stalinista para retornar aos métodos de Lênin.
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Lênin em 1922, ano em que iniciou sua Nova Política Econômica
     Muitas pessoas hoje em dia esqueceram que depois do golpe bolchevique de 1917 o comunismo fracassou em sua gestão do Estado. Então Lênin introduziu sua Nova Política Econômica (NPE), que permitiu em alguma medida a propriedade privada. A adoção dessa política — apoiada por importante segmento dos meios de comunicação capitalistas — convenceu o Ocidente de que o comunismo havia fracassado e que, portanto, o melhor a fazer seria ajudar Lênin a reparar os danos. Bem sabemos como essa estratégia serviu para sustentar o comunismo. Westerman argumenta que a mesma tática de mudança de face foi usada mais tarde, depois da queda da Cortina de Ferro.
     Pontos não negligenciados: a Rússia nunca deixou de apoiar as redes do terror que operam a partir do Irã, Síria, ou Venezuela; nunca deixou de reforçar os vínculos com os déspotas de estilo soviético do Casaquistão, Kirguistão, Uzbequistão, Turquimenistão, Tadjiquistão, Coréia do Norte e Cuba; nunca deixou de pressionar a Ucrânia e a Geórgia para retornarem ao seu âmbito de influência. Isto só para mencionar alguns poucos fatos dentre os citados pelo Autor em seu livro, e que são normalmente silenciados pelos meios de comunicação.
     O "novo" comunismo com características chinesas
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A viagem de Nixon à China em 1972 possibilitou o boom econômico chinês
     Depois de analisar o "novo" rosto do comunismo na Rússia, Westerman passa a tratar da China. Em primeiro lugar, demonstra que carece de substância o velho mito de que a Rússia e a China são adversárias. Em seguida analisa o novo boom econômico chinês, aberto ao livre mercado, propiciado por Nixon. Na realidade, hoje em dia o mercado na China está controlado pelo governo, e seu êxito se deve à combinação de três fatores:
     1. Uma constante injeção de dinheiro;
     2. A introdução de sofisticadas tecnologias do Ocidente;
     3. Uma enorme força de trabalho escravo interna.
     Também demonstra como o Ocidente é ingênuo ao acreditar que a economia de livre mercado necessariamente derrotará o comunismo na China. O Autor demonstra que precisamente o oposto é que é verdadeiro. O Ocidente está proporcionando à China os meios para converter-se em um gigante que já está ameaçando econômica e militarmente os Estados Unidos.
     Como responderam os Estados Unidos a esta ameaça? A administração Bush decidiu que para equilibrar o rápido crescimento da China, os Estados Unidos deveriam canalizar assistência econômica para os comunistas do Vietnã e oferecer-lhes prioridades comerciais...
     O comunismo avança por meio de eleições na América Latina
     O Autor mostra que o novo objetivo do comunismo é implantar governos vermelhos através de eleições democráticas. Este é a nova face do comunismo na América Latina. Analisa em detalhe o caso da Venezuela e mostra como Hugo Chávez promove o comunismo sob o nome de Revolução Bolivariana.
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Chávez, Morales e Correa usaram a via eleitoral para chegar ao poder
     Também assinala os vínculos entre Chávez e as guerrilhas colombianas Farc, e como Chávez ajudou Rafael Correa a ser eleito presidente do Equador. Além de tratar do caso Chávez, menciona outros presidentes vermelhos que chegaram ao poder através de eleições: Evo Morales na Bolívia, Cristina Kirchner na Argentina, Luis Inácio Lula da Silva no Brasil, Tabaré Vasquez no Uruguai.
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Evo Morales e Mahmoud Ahmadinejad
     Westerman também chama a atenção para as relações cordiais ou tratados econômicos e militares de Chávez com a Rússia, China, Cuba, Nicarágua, Coréia do Norte, Síria e Irã. Isto é parte do novo império ao qual se refere no título de seu livro.
     O autor também se ocupa em destacar o perigo que Cuba representa para os Estados Unidos e fundamenta suas palavras com interessante informação sobre a atividade de espionagem realizada pela ilha comunista para infiltrar-se nos EUA. Ao concluir sua análise da "Tormenta Vermelha Latino-Americana", coloca sua atenção sobre a eleição do marxista Daniel Ortega na Nicarágua.
     Islã e terrorismo
     Um breve capítulo é dedicado a verificar a continuidade histórica da oposição militante islâmica contra o Ocidente e seu milenar ressentimento contra as Cruzadas. Esta rápida descrição pretende preencher o vazio que se fez sobre este tema nos meios de comunicação, livros e ambientes acadêmicos. Também faz uma rápida e indireta vinculação entre o terrorismo atual e o comunismo.
     A esquerda norte-americana e a mídia
     Todas as diversas frentes do comunismo atual têm um inimigo comum: os Estados Unidos como representante do capitalismo. Elas têm uma forte aliança com a esquerda norte-americana. Se bem que o Partido Comunista tem uma pequena influência na vida política desse país, não se pode dizer o mesmo com relação à influência dos meios de comunicação e da esquerda política. No que concerne à mída, Westerman reproduz documentação histórica que mostra como ela apoiou Lênin na Rússia, Mao na China e Castro em Cuba. Encontramos sempre a mesma cumplicidade com o mais perigoso inimigo norte-americano, o comunismo. Com respeito à esquerda, uma forte influência política foi dada aos comunistas desde o final do governo de Franklin D. Roosevelt. De fato, vários dos mais influentes membros de seu gabinete eram espiões de Moscou. Desde então, o broto vermelho lançou raízes cada vez mais profundas na política norte-americana.
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Mitificação de um assassino transformado em herói pela mídia
     Para fomentar o comunismo nos EUA, um importante papel foi desempenhado pelas estrelas de cinema e produtores de Hollywood que promoveram heróis antiamericanos como Che ou anti-heróis como o casal Rosenberg — condenado à morte por vender segredos atômicos para a URSS.
     O autor aponta a "reabilitação" do infame casal como grave sintoma da debilidade no senso de autodefesa norte-americano.
     Tampouco subestima o enorme esforço antibelicista dos ambientes acadêmicos e movimentos pacifistas impulsionados pela mídia esquerdista que tem por objetivo desalentar as tropas que estão sacrificando suas vidas para salvar o país combatendo o terrorismo. A poderosa coalizão de norte-americanos que promovem sentimentos contrários ao seu próprio país não é apenas algo contraditório e vergonhoso, como também é muito perigoso.
     A plataforma pacifista norte-americana também é promovida pelos novos líderes comunistas mencionados anteriormente. Um exemplo simbólico: Hugo Chávez recebeu a celebridade antibelicista Cindy Sheeman com todas as honras em seu palácio de governo. Depois posou para as câmeras abraçando Cindy e Elma Rosado, a viúva do líder terrorista de Porto Rico, Ojeda Rios. Ojeda foi morto em 2005 por agentes norte-americanos depois de um milionário assalto bancário e de destruir onze aviões de combate da Guarda Nacional Aérea em Porto Rico. Chávez e as duas mulheres se abraçaram no transcorrer da realização do Foro Mundial Social reunido em Caracas.O terrorismo e o pacifismo se entrelaçaram no abraço de Hugo Chávez, um gesto que fala por si mesmo...

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O terrorismo e o pacifismo entrelaçados com a Revolução Bolivariana. São 3 tentáculos de uma mesma hidra.

     Westerman termina sua obra com um apelo aos norte-americanos para que tomem consciência do que escondem os meios de comunicação. Também os convida a tomar medidas para deter o inimigo central denunciado em seu livro: os cúmplices norte-americanos do comunismo.
     Seu livro proporciona um amplo e abrangente panorama, como também muitos fatos e fontes que vale a pena conhecer, e perspectivas históricas que ajudam a compreender a situação atual.[1]
     _________

     NOTAS:

    [1] O livro Lies, Terror and the Rise of the Neo-Communist Empire pode ser comprado em International News Analysis.
     _________

     * Artigo publicado no site católico norte-americano Tradition in Action sob o título The Rise of the Neo-Communist Empire.

     Tradução: André F. Falleiro Garcia.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

O JARDIM DAS AFLIÇÕES

Publicado originalmente neste blog no dia 02/04/2009.

Autor: Olavo de Carvalho
Editora: Vide Editorial
Assunto: Filosofia
Edição: 3ª
Ano: 2015
Páginas: 464

Sinopse: Um livro original e perturbador que, partindo da análise de um evento aparentemente menor e tomando-o como ocasião para mostrar os elos entre o pequeno e o grande, vai se alargando em giros concêntricos até abarcar, numa complexa filosofia da história, o horizonte inteiro da cultura Ocidental.

O "Jardim das Aflições" é um livro fantástico, difícil de ser descrito, mas encerra com notável erudição a história do pensamento ocidental - e brasileiro - com todas as suas constatações e enganos, culminando com o desvelamento dos grandes problemas culturais e comportamentais que atingem a humanidade nesse início de milênio. Leitura obrigatória para todos que se sentem incomodados com determinados aspectos do atual "politicamente correto" e não sabem como interpretá-lo e/ou refutá-lo.

A tese fundamental deste monumental ensaio é a de que a história do ocidente é marcada pela ideia de Império e de suas sucessivas tentativas de reestruturação; mesmo com roupagens diferentes, há sempre o mesmo objetivo: ampliar os domínios do Império até os limites do mundo visível.

Essa é talvez a obra mais comentada e menos encontrada de Olavo de Carvalho. Sua reedição agora, no vigésimo aniversário da primeira publicação, é um presente: O Jardim das Aflições tem, para muitos dos que acompanham o lúcido e incansável trabalho do autor, estatura de obra prima. 

Se é necessário rever essa tese, avaliar em que pontos ela se articula com o cenário político e social do mundo atual, é uma das questões que o próprio autor responde no posfácio inédito.

Estrutura resumida e parcial da obra:

Capítulo I – Apresentação do problema inicial que provoca as investigações: a falsificação da história da Ética, feita pelos professores uspianos, nas palestras do Masp em 1990 (Epicuro no lugar de Platão e Aristóteles; Inquisição como fenômeno medieval e não renascentista; exclusão da escolástica) e a distorção da história do pensamento Ocidental, feita por José Américo Motta Pessanha, quando esteve na direção da coleção “Os Pensadores”. O evento foi organizado pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, tendo a frente Marilena de Souza Chauí, cujo objetivo não confesso foi o de promover a “reforma na inteligência” brasileira e assim preparar terreno para ascensão da esquerda materialista na política brasileira.

Capítulo II – Uma investigação de Epicuro; procurando entender o que ele foi fazer no lugar de Platão e Aristóteles, como representante da Ética na filosofia grega e o porquê do fascínio que exerceu na platéia. Onde se assinala sua pequenez filosófica; seu parentesco com a Nova Era; e sua índole evasionista, como resposta a uma situação de falta de sentido.

Capítulo III – Onde se examina qual a semelhança entre Marxismo e Epicurismo, por trás de sua aparente contradição entre ativismo e evasionismo: negação da inteligência teorética; e onde também se assinala que o mesmo parentesco se repete entre os movimentos espiritualistas da Nova Era e os descendentes marxistas contemporâneos.

Capítulo IV – Onde se examina as mudanças culturais na história ocidental que levaram a perda da dimensão metafísica; sem a qual, cresce o culto às dimensões sócio-cósmicas; que seria um dos fatores que teriam aproximado os movimentos materialistas dos espiritualistas.

Capítulo V – Onde se estuda a história política do Ocidente e sua configuração de poderes; situando o lugar da intelectualidade brasileira contemporânea frente a este quadro ampliado.

E muito mais questões que vão até o capítulo X.

A essência fundamental da obra:
Olavo de Carvalho, de forma magistral, demonstra que os esquerdistas materialistas uspianos, a serviço do socialismo-marxista encarnado no PT, estão destruindo a capacidade das pessoas de perceber as diferenças entre a realidade e o idealismo. Essa destruição aplainará a mente das pessoas de tal forma que elas poderão ser manipuladas na direção desejada: rumo ao comunismo.

Quando o materialismo dominar a mente das pessoas seja por meio do idealismo e divinização do Estado de Hegel, seja pelo epicurismo, estará completada a decadência total humana no Brasil, e o “novo homem” que essa gente criminosa quer construir, estará totalmente desprovido do reflexo da imagem de Deus e de sua espiritualidade. Com a decadência total do homem a obra diabólica da esquerda marxista brasileira estará completa, e finalmente, todos amarão o “Grande Irmão”.

Sobre Olavo de Carvalho:
Nasceu em 1947, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros.
A tônica de sua obra é a defesa da interioridade humana contra a tirania da autoridade coletiva, sobretudo quando escorada numa ideologia "científica".
Para Olavo de Carvalho, existe um vínculo indissolúvel entre a objetividade do conhecimento e a autonomia da consciência individual, vínculo este que se perde de vista quando o critério de validade do saber é reduzido a um formulário impessoal e uniforme para uso da classe acadêmica. Acreditando que o mais sólido abrigo da consciência individual contra a alienação e a coisificação se encontra nas antigas tradições espirituais – taoísmo, judaísmo, cristianismo, islamismo –, Olavo de Carvalho procura dar uma nova interpretação aos símbolos e ritos dessas tradições, fazendo deles as matrizes de uma estratégia filosófica e científica para a resolução de problemas da cultura atual.


Fonte do vídeo: RADIOVOX.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

O CÍRCULO DO PODER

Título Original: The Inner Circle
Gênero: Drama
Atores: Bob Hoskins, Lolita Davidovich, Tom Hulce
Diretor: Andrey Konchalovskiy
País: Estados Unidos, Itália e Rússia
Ano: 1991
Duração: 137 min.
Nota: No final da página, o filme.

Sinopse: Inspirado em um personagem real. Um funcionário da KGB, protecionista e devoto do ditador Joseph Stalin, em retrato cruel do totalitarismo na Rússia stalinista.
Ambientado em 1939, na Rússia de Stalin onde Hulce faz um projecionista de nome Ivan Sanshin, recém casado, que trabalha na KGB, e tem de realizar um filme para o ditador dentro de suas ordens sem poder comentar o caso com ninguém. Muitas cenas foram filmadas dentro do próprio Kremlin e o filme feito mostra sua vida no período de 1935 até sua morte em 1953.
Comentário: Professor – “Satanás está no Kremlin ! Ele [Stalin] é o Satanás. Só Satanás pode hipnotizar toda uma nação, até o ponto onde as pessoas voluntariamente ficam cegas e surdas.

Historicamente, o povo russo se une a Deus ou a Satã. Agora somos dominados por uma força do mal e o adoramos assim como deveríamos adorar a Deus.
Se não fosse pelos bons, de boa fé e ingênuos Ivans, assim como você, jamais teria havido um tirano e assassino, um demônio.” (Trecho de filme que está no final desta página).
 
 

O Grande Terror
 
A única instituição realmente familiarizada com a realidade soviética foi a Polícia Secreta, chamada, sucessivamente de Cheka (1917-1922), GPU e OGPU (1922-1934), NKVD (1934-1954) e KGB (1954-1991).
Por Carlos I. S. Azambuja
 
A época do Grande Terror na União Soviética bem como a teoria e prática comunista já foram objeto de inúmeros artigos e livros. 
Sobre o assunto, a literatura é inesgotável. A biblioteca da Universidade de Harvard, nos EUA, lista mais de 20 mil volumes dedicados exclusivamente a esses temas. 
Entretanto, muitos, das novas gerações, dirão: "Caramba. Eu não sabia!"
Portanto, nunca será demais recordar o que ocorreu quando da implantação do comunismo na Rússia, transformada em União Soviética em 1924, e fundamentalmente a época do Grande Terror, na década de 30.
Em seu auge, em 1937 e 1938, pelo menos um milhão e meio de pessoas foram arrastadas aos tribunais constituídos pelos primeiros-secretários regionais do Partido Comunista, os procuradores e chefes de segurança locais. Após os processos sumários, existiam três alternativas: os réus eram condenados à morte, a trabalhos forçados ou ao exílio.
No auge do Grande Terror, o Politburo emitiu “cotas” às autoridades policiais, instruindo-as sobre as percentagens da população que, em seus distritos, deveria ser eliminada e que percentagem deveria ser enviada para os campos de trabalhos forçados (“gulags”). Por exemplo, em 2 de junho de 1937, foi enviada uma cota de 35 mil pessoas a serem “reprimidas” em Moscou, das quais 5 mil deveriam ser eliminadas. As pessoas eram incluídas nessas cotas simplesmente por serem consideradas “difíceis de controlar e propensas a se envolverem em sabotagens”.
O quanto esse expurgo afetou a elite do partido pode ser constatado no fato de que dos 139 membros do Comitê Central eleito no 17º Congresso do PCUS, em 1934, 70% foram executados.
Na era Stalin, todos os que foram companheiros mais próximos de Lênin foram presos, torturados e depois aniquilados física e mentalmente. Foram obrigados a se submeter à encenação de “julgamentos”, nos quais confessaram os crimes de espionagem, atos terroristas e “tentativas de restaurar o capitalismo”. Depois disso, foram executados ou enviados aos “gulags”. 
Em seu chamado “testamento”, Lênin listou seis importantes dirigentes comunistas como seus potenciais sucessores. Todos, exceto um – Stalin – morreram.
Dmitri Volgokonov, general soviético que tornou-se historiador, ficou, segundo suas próprias palavras, “profundamente abalado” quando descobriu, nos arquivos liberados após o fim da União Soviética, 30 listas datadas de um único dia, 12 de dezembro de 1938. As listas continham os nomes de cerca de 5 mil pessoas cujas sentenças de morte Stalin havia assinado antes mesmo de serem formalmente julgadas.
De uma forma ou de outra, a maioria da população foi impelida a participar dessa orgia destrutiva, delatando amigos e conhecidos, pois não revelar uma “conversa subversiva” significava “subversão”.
Os massacres de 1937-1938 aniquilaram as fileiras dos “antigos bolcheviques” e seus lugares eram logo tomados pelos recém-chegados. Em 1939, 80% do pessoal executivo do Partido Comunista da União Soviética havia ingressado no partido após a morte de Lênin. De suas fileiras, saíram os funcionários do alto escalão do partido e do governo, a chamada “nomenklatura”, que não apenas monopolizou todas as posições de mando como também usufruiu exclusivamente de privilégios, constituindo-se, assim, em uma nova classe exploradora. Qualquer semelhança com o que ocorre hoje em um país ao Sul do equador é mera coincidência...
Pertencer à “nomenklatura” era garantia de um status permanente e ela tornou-se hereditária. Quando a União Soviética foi desfeita, em 1991, a“nomenklatura” era constituída por aproximadamente 750 mil membros e, com suas famílias, cerca de 3 milhões de pessoas (aproximadamente 1,5% da população). Igual à proporção de nobres durante o czarismo, no século XVIII.
O Exército Vermelho não escapou ao terror: de seus 5 marechais, 15 generais e 9 almirantes, 24 foram “liquidados”. O Clero também sofreu perdas devastadoras: em 1937-1938, 165.200 membros da Igreja foram presos pelo “crime” de praticar a religião e, desses, 106.800 foram mortos.
Andrei Gromyko, ministro do Exterior de Stalin, relatou que dois ou mais membros do Politburo nunca andavam no mesmo carro, com medo de se tornarem suspeitos de “conspiração”.
Segundo evidências extraídas dos arquivos secretos, durante 1937 e 1938, quando o Grande Terror estava no auge, os órgãos de segurança detiveram, por supostas “atividades anti-soviéticas”, 1.548.366 pessoas, das quais 681.692 foram mortas. Ou seja, uma média de mil execuções por dia. A maioria dos sobreviventes terminou seus dias em campos de trabalhos forçados.
Nenhum responsável por esses crimes foi levado a julgamento ou preso depois que a União Soviética se desfez. Por um simples motivo: não se sabia com quem ficariam as chaves das prisões.
Essa orgia de destruição desafiou uma explicação racional. 
Uma piada de humor negro contada por um prisioneiro chegado a um campo de trabalhos forçados: perguntaram-lhe há quanto tempo havia sido condenado e ele respondeu: “25 anos”. “Por que?”, perguntaram-lhe. “Por nada”. “Não pode ser. Por nada, você teria sido condenado a 10 anos”.
A morte de Stalin, em 1954, deixou seus sucessores perplexos, pois sentiram que teriam que repudiar o ditador demente e suas políticas assassinas, mas ao mesmo tempo precisavam preservar o sistema que ele gerou e geriu por quase 30 anos e do qual todos fizeram parte. Resolveram o problema relacionando o comunismo a Lênin e, em 1956, em um discurso secreto no 20º Congresso do PCUS, o primeiro após a morte de Stalin, Nikita Kruschev, o novo Secretário-Geral ”denunciou” os crimes de Stalin.
Como resultado dessas revelações Stalin transformou-se, da noite para o dia, em um ninguém. Seu corpo foi removido do mausoléu que partilhava com Lênin, Stalingrado passou a chamar-se Volvogrado e, com a eficiência que a burocracia soviética sempre se orgulhou, seus inúmeros retratos, estátuas e lugares que levavam seu nome desapareceram. Foi como se as três décadas de seu governo não tivessem existido.
Para explicar os “erros” de Stalin eram possíveis apenas duas soluções e nenhuma delas era aceitável: ou a teoria do marxismo-leninismo estava errada ou a União Soviética não era um Estado marxista.
A seguir, Kruschev implantou a política de “coexistência pacífica”. Ou seja, 60 anos depois das previsões de Eduard Bernstein, tachado de “revisionista”, o Politburo adotou a sua tese de que o socialismo triunfaria não por meio da revolução, muito menos por meio da guerra, mas por meios não-violentos. Foi esse o ponto de partida para o início da lenta e gradual, mas inexorável deslegitimização do comunismo em todo o mundo.

Dados extraídos do “Livro Negro do Comunismo”, escrito por seis ex-comunistas.
Veja o filme "O Círculo do Poder" - baseado e constituído por cenas reais gravadas no próprio Kremlin, reconstruindo a forma de funcionamento do comunismo empregado na URSS. Você vai aprender, direitinho, como operam os fanáticos que hoje implantam o nazibolivarianismo do Foro de São Paulo.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.
 
 
 
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