"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. E, por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso"

domingo, 14 de janeiro de 2018

OS GRITOS DO SILÊNCIO

OS GRITOS DO SILÊNCIO
Título original: The Killing Fields
Gênero: Guerra
Atores: Sam Waterston, Dr. Haing S. Ngor, John Malkovich, Julian Sands, Craig T. Nelson, Athol Fugard, Spalding Gray, Bill Paterson, Ira Wheeler, Joan Harris.
Direção: Rolland Jofé
País: Inglaterra
Ano de produção: 1984
Duração: 141 min.

Sinopse: Sydney Schanberg é um jornalista do 'New York Times' enviado ao Camboja, em 1972, como correspondente de guerra. Ali, conhece Dith Pran, um nativo que se torna seu guia e intérprete. Juntos, são os únicos homens da imprensa a presenciarem, em agosto de 1973, ao escandaloso resultado do errôneo bombardeio sobre o povoado de Neak Luong pelos B-52 americanos.
Em março de 1975, a capital Phnom Penh começa a sofrer ações terroristas do Khmer Vermelho, ao mesmo tempo em que passa a abrigar mais de 2 milhões de refugiados. Quando o governo cambojano cai, os EUA retiram-se do País, e toda a família de Pran emigra para a América, com exceção dele, que fica ao lado de Schanberg, para ajudá-lo a cobrir os novos acontecimentos. Os dois refugiam-se na Embaixada inglesa, mas quando tentam abandonar o País, o novo exército revolucionário não permite a saída de Pran, que é enviado para um Campo de Reeducação Rural.
Nos EUA, Schanberg ganha o Prêmio Pulitzer por seu trabalho, quando da cobertura da tomada de Phnom Penh.
Sem notícias do amigo e na ânsia de reencontrá-lo, Sydney envia correspondências com fotos de Pran para veículos de comunicação de todo o mundo, órgãos mundiais como a Cruz Vermelha e postos da fronteira com o Camboja.
Pran cuidava do filho de um líder do Khmer e, por isso, acaba conquistando sua simpatia. O líder é morto ao tentar conter o genocídio e pouco depois de sugerir a Pran que fuja com seu filho. Na fuga, o garoto e um dos amigos são mortos por uma mina. Pran consegue chegar à fronteira do Camboja sozinho e, logo depois, encontra-se com Schanberg. Finalmente, viaja com o amigo para o reencontro com a família.

Comentários: Este filme foi baseado em fatos reais. Relata as crueldades contra a população civil durante a guerra no Camboja, mostra os horrores de uma ditadura de esquerda e desnuda a verdadeira face do comunismo, a lavagem cerebral de jovens imberbes e as suas irracionalidades independente de sexo. Mostra, ainda, a hipocrisia ocidental diante dos crimes cometidos por ditaduras longínquas e o papel do jornalista em meio à guerra. Na verdade o que aconteceu no Camboja não pode ser classificado como uma guerra pura e simplesmente, foi mais terrível que isso; foi um genocídio contra civis para firmar o novo regime de esquerda no país e na região.
(Pol Pot o comunista carniceiro cabojano) O território do Camboja (também conhecido internacionalmente, durante alguns anos, como Kampuchea). Diversos conflitos causaram a morte de milhões de cambojanos nas últimas décadas. O mais sangrento deles ocorreu durante o domínio da facção de esquerda Khmer Vermelho, liderada por Pol Pot, na década de 1970.
Em março de 1974, forças do Khmer Vermelho capturaram a cidade de Odongk, ao Norte de Phnom Penh, destruindo-a e dispersando os seus 20.000 habitantes pelo interior do país. Dando seguimento a estas "atividades de limpeza", passaram a executar os professores e funcionários públicos. Em uma pequena vila chamada Sar Sarsdam, pessoas foram assassinadas, incluindo-se mulheres e crianças, dentre inúmeras outras ocorrências mencionadas. Estas histórias, na época, eram consideradas como sendo propaganda anticomunista, pela imprensa ocidental e muitas outras organizações internacionais. Nesta época, o território cambojano passa a ser utilizado como refúgio pelas tropas norte-vietnamitas e por guerrilheiros comunistas do Vietnã do Sul.
Resultado final: De 7 milhões de cambojanos, 3 milhões de mortos para a ascensão dos comunistas ao poder.
Onde estava a ONU? Onde estava a imprensa mundial?
Baseado em fatos reais, "Gritos do Silêncio" é um excelente drama sobre o jornalismo, a amizade, a sobrevivência e os horrores da guerra civil do Camboja.
Enfim, trata-se de um filme imperdível.

TEMAS: Khmer Vermelho, comunismo, jornalismo, genocídio, história.
Realizado pelo cineasta Roland Joffé, "Gritos do Silêncio" tem todos os ingredientes necessários a um grande filme: um ótimo roteiro, uma direção acima da média, a brilhante fotografia de Chris Menges, um excelente trabalho de edição, uma boa trilha sonora e as magníficas atuações de Sam Waterston e, principalmente, de Haing S. Ngor.

Dith Pran 

Nota: Dith Pran, faleceu em Nova Jersey, nos Estados Unidos, no dia 30/3/2008 vítima de um câncer no pâncreas. Hoje (9-4-2008) ele foi homenageado no parlamento e receberá 

Dith Pran no Camboja.






TERNURA COMUNISTA DO KHMER VERMELHO NO 
CAMBOJA












quinta-feira, 23 de novembro de 2017

OS DIÁLOGOS ENTRE NAPHTA E SETEMBRINI

No livro A Montanha Mágica Thomas Mann colocou dois personagens como emblemas da modernidade: Naphta e Setembrini. O primeiro sacerdote jesuíta, o segundo membro da loja maçônica carbonária. Os irmãos siameses da modernidade.

 

sábado, 28 de outubro de 2017

IDEOLOGIA DE GÊNERO: O FIM ESTÁ PRÓXIMO

IDEOLOGIA DE GÊNERO: O FIM ESTÁ PRÓXIMO

Estamos cada vez mais próximos de que a Ideologia de Gênero seja eliminada na BNCC.
Leia com atenção não só a matéria abaixo, como baixe também todos os vídeos e documentos listados. Não se trata apenas de informação.
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1. SESSÃO ESPECIAL DE HOMENAGEM À FAMÍLIA NO AUDITÓRIO NEREU RAMOS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS
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Esta quarta feira dia 25 de outubro de 2017 foi realizada uma Sessão Especial de Homenagem à Família no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados de Brasília, simultaneamente ao início do processo de impeachment do presidente Temer no auditório principal.
O presidente da Câmara Rodrigo Maia ausentou-se temporariamente da coordenação do Impeachment para comparecer à cerimônia e fêz um pequeno discurso contra a inclusão da ideologia de gênero na BNCC.
Em seguida o deputado Diego Garcia aproveitou para interromper o cerimonial e pedir a todos os deputados presentes e grande número de ouvintes de Brasília e de Goiás para entregar ao presidente Rodrigo Maia o requerimento REQ 7331/2017 que pede que o Projeto de Lei 4486/2016 de autoria do deputado Rogério Marinho (PSDB/RN) que altera o Plano Nacional de Educação (Lei nº 13.005/2014), exigindo que a Base Nacional Comum Curricular - BNCC, não possa ser aprovada mediante simples homologação do Ministério da Educação, mas tenha que ser votada e aprovada primeiro pelo Congresso Nacional. Neste caso, os deputados e senadores poderiam emendar a Base, antes de aprová-la, retirando todas as referências à Ideologia de Gênero. Foi explicitamente pedido ao Deputado Rodrigo Maia que paute e vote o Requerimento o mais prontamente possível.
O discurso do Deputado Rodrigo Maia e a entrega do Requerimento podem ser vistos neste vídeo:
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2. VERSÃO PRELIMINAR DE UM ESTUDO DA ASSOCIAÇÃO DE MÉDICOS PELA DIVERSIDADE.
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Juntamente com o Requerimento, foi entregue pelo Deputado Diego Garcia ao Deputado Rodrigo Maia, a versão preliminar de um documento preparado pela Associação de Médicos pela Diversidade, ali representados pela Dra. Carla Dorgam, com uma ampla exposição da ausência de fundamentação científica dos principais pressupostos da Ideologia de Gênero.
O estudo elaborado pela Associação de Médicos pela Diversidade pode ser examinado neste outro endereço:
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3. APRESENTAÇÃO DA DRA. CARLA DORGAM.
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Mais adiante, na mesma Sessão, a Dra. Carla Dorgam tomou a palavra e explicou o conteúdo da versão preliminar do estudo da AMD. A fala pode ser vista neste endereço:
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4. POSSE DO DEPUTADO DIEGO GARCIA NA PRESIDÊNCIA DA FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DA VIDA E DA FAMÍLIA.
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Em seguida o Deputado Diego Garcia assumiu a presidência da Frente Parlamentar em Defesa da Vida e da Família e se comprometeu, em nome da maioria dos membros do Congresso, não só a retirar completamente a Ideologia de Genero da BNCC, como também a não mais permitir que esta Ideologia avance na legislação nacional.
Veja o discurso de posse do Deputado Diego neste endereço:
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5. APRESENTADO NO SENADO O PLS 400/2017, PARA IMPEDIR A APROVAÇÃO DA BNCC SEM QUE A BASE SEJA VOTADA NO CONGRESSO.
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Além destes fatos ocorridos na câmara, no Senado o Senador Ricardo Ferraço, do Estado do Espírito Santo, apresentou esta semana um novo projeto de lei, semelhante ao PL 4486/2016 do deputado Rogério Marinho, mas que irá tramitar a partir do Senado, que também exige que a Base Nacional Comum Curricular não seja aprovada sem antes ser votada pelo Congresso Nacional.
Trata-se do PLS 400/2017, de autoria do próprio Senador Ricardo Ferraço. A tramitação pode ser consultada no site do Senado:
Na justificativa do projeto o Senador argumenta que "O procedimento adotado para elaboração da BNCC não contempla os atores importantes de forma completa. Concebida no âmbito do Conselho Nacional de Educação, a Base é enviada ao MEC, que decide pela sua implementação.
É temerário que somente o Ministério da Educação (MEC) e o Conselho Nacional de Educação (CNE) sejam os responsáveis pela elaboração e aprovação da base.
O processo em si mesmo já é condenável. Valoração tão importante para o futuro da nação deve ser amparada num processo democrático pelos poderes executivo, legislativo e comunidade educacional.
A sociedade precisa opinar, o Executivo deve elaborar e o Congresso Nacional, representante legitimado pelo voto popular, decidir, em última instancia, a revisão ou a aprovação do documento que poderá mudar a vida escolar de mais de 50 (cinquenta) milhões de estudantes matriculados no ensino básico das redes estaduais, municipais e privadas do Brasil".
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6. CONCLUSÃO
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Todo o trabalho, todo o estudo e todo o empenho metódico que tantas pessoas estão realizando para levar a público conhecimento a realidade e as causas do que se esconde por detrás da Ideologia de Gênero e da BNCC, e como estas realidades são aspectos dentro de um empreendimento mais amplo de construção de uma Cultura da Morte produzem frutos, como não poderia deixar de ser. Parabéns a todos os brasileiros que estão ajudando a promover o bem.

domingo, 27 de agosto de 2017

A TOMADA DO BRASIL

Título original: A TOMADA DO BRASIL pelos maus brasileiros
Autor: Percival Puggina
Editora: Concreta
Assunto: Política
Edição:
Ano: 2015
Páginas: 290

Sinopse: PARA CONSTRUIR uma sociedade de verdade, livre e próspera, pilares morais são fundamentais. No caso, a moralidade presente na tradição cristã ocidental seria a resposta contra tanta subversão de valores, que hoje assola nosso país, tendo no PT seu maior sintoma. É esta a principal mensagem deste excelente livro de Percival Puggina, com olhar sempre arguto e coragem para remar contra a maré vermelha e colocar o dedo na ferida.Rodrigo Constantino

Em seu novo livro, Percival Puggina apresenta seus artigos escritos entre 2011 e 2015 - em um dos períodos de maiores turbulências da democracia brasileira. Atualizados e organizados por temas, os textos oferecem uma visão sobre os problemas nacionais de uma forma tão distante do padrão jornalístico atual quanto próxima da percepção do povo brasileiro.

A tomada do Brasil pelos maus brasileiros - Crônicas à margem da história contemporânea reúne os últimos cinco anos de escritos de um dos pensadores mais originais e tenazes da jovem e cambaleante democracia brasileira. Da revolução cultural ao desarmamento civil, das decisões do STF à Comissão da Verdade, de Marx a Lula, passando por Foro de São Paulo, Partido dos Trabalhadores e Teologia da Libertação, nada escapa a Percival Puggina.

As causas e origens de nossos problemas são complexas, mas a situação se tem agravado graças à ação dos maus brasileiros, que soem transitar pela via esquerda de nossa História. E os textos que compõem este livro estão organizados de modo a oferecer explicações sobre esse processo. São comentários atuais e certeiros, crônicas inseridas em contextos específicos, mas que, articuladas como se apresentam, descrevem com precisão os porquês da penúria brasileira. E ainda apontam como podemos reagir e ressurgir.

Comentário: Os trabalhadores de todo o mundo não se uniram. As idéias abstratas de Karl Marx (e de seu financiador, Frederich Engels) não encontraram ressonância na vida real. Ao contrário do socialismo, aquilo que Marx chamou de capitalismo não é uma ideologia, mas o resultado de uma relação própria dos seres humanos: a relação de trocas. Da mesma forma, não encontra amparo na realidade aquilo que Marx chamou de “moral burguesa”, da qual, segundo a fábula Manifesto do Partido Comunista, os trabalhadores de todo o mundo viriam a querer libertar-se, por ser artificialmente construída e imposta por quem detém os meios de produção. Chamado de “conservadorismo”, esse conjunto de “regras” também não é um ideário (como o é o socialismo), mas uma percepção acurada do mundo real, do que deu certo e do que deu errado ao longo da História, com a base de uma moralidade sempiterna, de um Direito Natural fundado na Verdade com “v” maiúsculo. Esse eixo certo e errado, fundador daquilo a que se chama conservadorismo, foi percebido em diferentes civilizações, em distintas regiões da Terra e em diversos momentos da História – e constitui o muro de contenção dos devaneios ideológicos.Mateus Colombo Mendes.

Sobre o autor: O autor deste livro se define como um conservador de tudo que a experiência dos povos demonstrou ser necessário conservar e, simultaneamente, como um vigoroso defensor do exercício responsável das liberdades. É um cronista cotidiano e do cotidiano, palestrante polemista, que faz do hábito de escrever e falar sua forma de dizer “Presente!” ao desenrolar dos fatos.

Percival Puggina é autor, também, de Crônicas contra o totalitarismoA tragédia da utopia e Pombas e gaviões

domingo, 25 de junho de 2017

ÍNDOLE MARXISTA

- A primeira coisa que você tem que aprender é que os marxistas não Possuem dilema moral, portanto são imunes a esse tipo de apelo. Dou dois exemplos:
a) As denúncias de escândalo (roubalheira) do PETROLÃO não impediram que a candidata do PT se reelegesse.
b) A condenação dos mensaleiros transformou todos eles em HERÓIS NACIONAIS. Alguém foi expulso do partido? Não.
Então, apelar para o mensalão, petrolão ou roubalhão é chover no molhado ou malhar em ferro frio.

- A segunda, é que para marxistas o conceito de BEM e MAL não existe, o que existe é a Causa Revolucionária. Explico de novo:
a) Se o fato ajuda a causa da revolução, então é um BEM;
b) Se o fato não ajuda a causa revolucionária, então é um MAL.

- A terceira, é que todo marxista é um relativista congênito. O mesmo fato pode ser BEM e MAL ao mesmo tempo ou em diferentes épocas. A época não importa. Explico novamente e dou exemplos:
a) Matar homossexuais na U.R.S.S. na época de Stalin ou em Cuba na época de Fidel é BOM porque ajuda a causa da revolução. A revolução precisa do "homem forte", "do homem de pegada" e o homossexual é fraco e "delicado".
b) Defender os homossexuais no Brasil é um bem à causa revolucionária porque ajuda a DESTRUIR A FAMÍLIA e reforça o conceito de luta de classes.

Então, fatos antagônicos, MATAR ou DEFENDER, passa ser igualmente BOM porque favorece a causa da revolução marxista. O mesmo raciocínio se aplica ao MAL. Compreendeu?

Quem são os marxistas no Brasil? O PT, o PCdoB, o PSOL, o PSTU, o PPS, o PDT, o PSDB, o PHS, o PV, o NOVO, o PEN, o SD, o REDE, o PSTU, o PMB, o PPL, o PCO, o PODE, o PRTB, o PAN, o PMN, o PRP, o AVANTE, o PSD e o PR, ou seja 25 partidos dos 35 registrados no TSE.

A.O.

domingo, 21 de agosto de 2016

O TERRORISMO INTELECTUAL de 1945 aos nossos dias

Título original: Le terrorisme intellectuel
Autor: Jean Sévillia
Tradução: Regina Bracco
Editora: Peixoto Neto
Assunto: Sociologia
Edição: 1ª
Ano: 2010
Páginas: 250


Sinopse: Este livro trata do discurso de autovitimização assumido desde o início por intelectuais com a idéia de que toda a sociedade pode ser remodelada pela ação política, de que todo o passado e o presente devam ser julgados com base em um futuro hipotético. A ação desse grupo ao longo das últimas décadas, seus métodos e o seu domínio quase absoluto da cena intelectual francesa é o que Jean Sévillia denomina 'terrorismo intelectual'.
A França, dizem, é o país da liberdade. No campo das idéias, resta demonstrar. Tudo se passa como se um pequeno grupo privilegiado fosse o guardião das chaves da verdade. E os que contestam esse monopólio são vítimas de uma censura insidiosa, que os reduz ao silêncio. Na cena política, cultural e dos meios de comunicação, esse terrorismo intelectual é exercido há mais de cinqüenta anos.
Em 1950, as elites exaltavam o paraíso soviético e louvavam os feitos de Stálin. Em 1960, asseguravam que a descolonização garantiria o bem-estar dos povos de além-mar. Em 1965, aderiram às ações de Fidel Castro, Ho Chi Minh ou Mao. Em maio de 1968, sonhavam com o indivíduo liberto dos grilhões das restrições sociais. Em 1975, saudavam a vitória dos comunistas na Indochina, Em 1981, acreditavam que estavam saindo das trevas para finalmente ver a luz. Em 1985, proclamavam que cabia à França acolher os deserdados do mundo inteiro. Nos anos de 1990, a ideologia esquerdista e o ultraliberalismo se uniam para afirmar que nações, famílias e religiões eram instituições que pertenciam ao passado.
Ao longo de mais de cinqüenta anos, todos os que resistiram a essas posições foram vítimas do terrorismo intelectual. Mesmo que a razão estivesse do seu lado, eram tratados como reacionários, fascistas, capitalistas, imperialistas, colonialistas, racistas, xenófobos, obscurantistas ou moralistas.
Durante toda a segunda metade do século XX e início deste século, nenhuma intelectualidade exerceu tanta influência quanto a francesa. Aragon, Sartre, Beauvoir, Foucault, Althusser, Deleuze, Derrida, Barthes, Lacan e inúmeros outros influenciaram as redações de todos os jornais, moldaram os atuais currículos das ciências humanas em todas as universidades do mundo, deram o tom nas discussões e militância políticas e deixaram milhares de admiradores e seguidores. Em suma, influenciaram definitivamente o modo como as classes letradas de todo o mundo enxergam a realidade. Nessas seis décadas, nenhum outro grupo pareceu tão insatisfeito com a sua própria cultura, com as tradições de seu país ou do Ocidente ou com o modo de vida, organização política e econômica ocidentais. Nenhum outro grupo deplorou tanto as mazelas do passado e do presente e lutou tanto por uma revolução que criasse um mundo melhor, mais livre e justo. E, pode parecer estranho, nenhum outro grupo apoiou tão apaixonadamente os maiores déspotas e regimes totalitários surgidos após a Segunda Guerra, tal qual já o fizera grande parte da intelectualidade alemã em relação a Hitler e seu partido nacional-socialista. Stalin, Mao Tsé-tung, Ho Chi Minh, Pol Pot, Fidel Castro e seus respectivos regimes foram todos saudados como redentores e instauradores de uma nova ordem de justiça e liberdade. Quem quer que se opusesse às opiniões dessa intelectualidade era imediatamente rotulado de reacionário, imperialista, capitalista ou obscurantista e reduzido ao silêncio. Hoje, o discurso de autovitimização assumido desde o início por esses intelectuais, a idéia de que toda a sociedade pode ser remodelada pela ação política, de que todo o passado e o presente devam ser julgados com base em um futuro hipotético, é a forma de pensar dominante no mundo moderno.

EXCERTOS DA OBRA:
"O objetivo da educação comunista é a eliminação de qualquer traço de individualidade. O culto rendido aos chefes [veja o caso Lula na questão Lava-Jato] demonstra como seus partidários abdicaram de toda reflexão crítica".

"Um militante não pensa por si mesmo, o Partido é que se expressa por meio dele".

"Para dar consistência ao sempre presente perigo fascista, é preciso inventar fascistas. Portanto, aquele que atravessa o caminho do comunismo é um fascista presumido ou declarado".

"Fascismo" não corresponde mais a um conteúdo objetivo. Não só é um insulto, mas também uma arma para desqualificar o adversário".


Sobre o autor:  Jean Sévillia (1952-) é redator-chefe adjunto de Le Figaro Magazine. Já publicou vários livros: as biografias Le chouan du Tyrol, Andreas Hofer contre Napoleón (1991) e Zita, impératrice courage (1997); Historiquement correct. Pour en finir avec le passé unique (2003) ; Quand les catholiques étaient hors-la-loi (2005); Moralement correct (2007 e diversos outros livros em co-autoria.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

A HIDRA VERMELHA

A HIDRA VERMELHA
Autor: Carlos Ilich Santos Azambuja
Editora: Observatório Latino
Assunto: Política (movimento subversivo)
Edição: 1ª
Ano: 2016
Páginas: 376

Sinopse: Quando, na década de 70 [Séc. XX], o movimento subversivo e terrorista acentuou-se no Brasil, as Forças Armadas perceberam que teriam de lidar com um novo tipo de ameaça: a guerra assimétrica, até então desconhecida, pois eles prepararam-se para a guerra convencional, onde o inimigo é conhecido e o campo de ação é claramente delimitado.
Com o surgimento das guerrilhas urbana e rural, com um inimigo totalmente desconhecido e que agia à margem das convenções, as Forças Armadas não viram outro caminho para combatê-las com eficácia, como de fato ocorreu, senão estudar mais a fundo aquele novo episódio que tinha suas origens, respaldo e recursos financeiros oriundos de Cuba, China, Vietnã e Albânia.
Em 1985 o historiador Carlos Ilitch Santos Azambuja, um sério e isento estudioso do tema, é convidado a escrever sobre o Movimento Comunista Internacional e suas ramificações no Brasil, dando origem ao magnífico livro A Hidra Vermelha.
O livro fora escrito com o objetivo único de servir de instrumento didático para uso exclusivo das Forças Armadas, ficando, por isso, desconhecido do grande público até os dias atuais.
Tudo o que fora escrito na Hidra Vermelha, há 30 anos, encontra-se tão atual quanto em sua época pois, de lá para cá, do ponto de vista teórico do comunismo, o panorama internacional modificou-se pouco, apenas na Ibero-América com o surgimento do Foro de São Paulo, criado em 1980 por Fidel Castro e Lula da Silva.
É, pois, de vital importância para aqueles que pretendem estudar e conhecer as raízes do comunismo, tanto no exterior como no Brasil, ter esta magnífica obra, escrita por um dos mais sérios e profundos conhecedores do tema.
O Brasil, sobretudo as Forças Armadas, devem muito a este historiador e à Hidra Vermelha, que agora o Observatório Latino tem a felicidade de editar e oferecer ao grande público.
Prefácio: A tarefa de prefaciar este livro é prazerosa, pela amizade que me une ao autor há muitos anos, e ao mesmo tempo de extrema responsabilidade. Desde que li este texto pela primeira vez percebi a importância da pesquisa histórica levada a cabo pelo historiador profundo, unida à sua experiência pessoal de combate ao comunismo no meio intelectual. Sim, porque Azambuja não fala apenas de teorias que aprendeu, mas usa a experiência prática de vários anos no enfrentamento ideológico cotidiano em sua tarefa de historiador. Foi neste embate que o autor pode perceber como o diabo se pinta de santo e cita as escrituras para seus propósitos, para produzir testemunhos sagrados embora sendo mau por natureza, um vilão com uma face sorridente como dizia o genial barbo. Pois assim são os intelectuais marxistas: belas maçãs por fora, mas falsas pela podridão interior! E o autor os conheceu bem de perto.
... O livro abrange praticamente toda a gama de aspectos referentes ao Movimento Comunista Internacional e suas ramificações ao longo de 53 capítulos, o que torna impossível comentá-los com mais detalhes. Da história às organizações, da filosofia ao jornalismo – nada ficou de fora e acaba-se a leitura do livro com anseios de mais conhecimento. Sim, pois o livro é de tal abrangência que serve como um Vade Mecum apontando o caminho seguro para o leitor estudioso se aprofundar. Os leitores seguramente não se arrependerão de ler e manter como livro de consulta. (Heitor de Paola, médico, psicanalista, escritor, jornalista e comentarista político.)


sexta-feira, 13 de maio de 2016

O SURGIMENTO DO IMPÉRIO NEOCOMUNISTA

O SURGIMENTO DO IMPÉRIO NEOCOMUNISTA *
 Atila S. Guimarães
 Resenha do livro de Toby Westerman:
Mentiras, Terror e o Surgimento do Império Neocomunista – Origens e Direção (Bloomington, IN: AutorHouse, 2009, 231pp.)

     Os que não caíram na artimanha de que o comunismo morreu, vão encontrar neste livro uma valiosa ferramenta para apoiar sua posição. Os que ingenuamente acreditaram no mito de que João Paulo II e Ronald Reagan derrotaram o comunismo dando prestígio e dinheiro a Lech Walesa, vão encontrar neste livro clara comprovação de que o comunismo nunca morreu, só mudou seu rosto para avançar mais.
     Baseado em notável quantidade de informações confidenciais retiradas de seus arquivos, como expert em política internacional Toby Westerman oferece aos seus leitores um amplo mapa da atividade comunista contemporânea. Isto é apresentado em estilo atraente, que torna a leitura desse grave tema como se fosse uma novela policial.
     A "nova" face do comunismo russo
     Westerman começa descrevendo como a atuante rede de espionagem comunista era forte – ironicamente, ao mesmo tempo em que Boris Yeltsin pronunciava seu dramático discurso diante do Congresso dos Estados Unidos (17 de junho de 1992), assegurando ao mundo que o comunismo estava morto e que a Rússia havia adotado os princípios sócio-econômicos do Ocidente moderno. O Autor especifica que enquanto Yeltsin nos garantia que "a liberdade não seria enganada", em torno de 700.000 espiões comunistas trabalhavam no mundo todo para continuar a expansão de suas idéias.
     De fato, muitos símbolos antigos do comunismo foram abandonados e muitas instituições foram fechadas. Sem embargo, isto se deu não tanto porque seus líderes haviam mudado de ideologia, mas porque essas instituições estavam obsoletas e o povo já não seguia seus chefes. Se bem que esse fracasso geral deu a aparência de uma mudança nas idéias, o Autor sustenta que, na realidade, isso se passou para convidar os capitalistas para entrarem na Rússia e restaurarem sua economia. Desde então, operou-se um forte aumento dos investimentos ocidentais que ingressaram na falida economia comunista e lhe deram nova vida.
     No entanto, oito anos mais tarde, como o desastre econômico começou a ser resolvido, Vladímir Putin ganhou as eleições (março de 2000) e começou novamente a construir e reinstalar as instituições comunistas que haviam sido abandonadas. Ex-agente do KGB, Putin trabalha para restaurar a infame agência. O mesmo pessoal, os mesmos métodos — espionagem, perseguição, assassinatos — continuam sendo aplicados contra aqueles que de alguma maneira ameaçam o regime. De maneira significativa — e Westerman o documenta muito bem — Putin também anseia pelo retorno da URSS.
     No fundo, o Ocidente é o facilitador para que o comunismo continue. É o que ainda hoje acontece. O comunismo continua, mas com sua face metamorfoseada. O que há de novo nessa face? Em cada parte do mundo assume características peculiares. Na Rússia, abandonou o estilo comunista stalinista para retornar aos métodos de Lênin.
     Pontos não negligenciados: a Rússia nunca deixou de apoiar as redes do terror que operam a partir do Irã, Síria, ou Venezuela; nunca deixou de reforçar os vínculos com os déspotas de estilo soviético do Casaquistão, Kirguistão, Uzbequistão, Turquimenistão, Tadjiquistão, Coréia do Norte e Cuba; nunca deixou de pressionar a Ucrânia e a Geórgia para retornarem ao seu âmbito de influência. Isto só para mencionar alguns poucos fatos dentre os citados pelo Autor em seu livro, e que são normalmente silenciados pelos meios de comunicação.     Muitas pessoas hoje em dia esqueceram que depois do golpe bolchevique de 1917 o comunismo fracassou em sua gestão do Estado. Então Lênin introduziu sua Nova Política Econômica (NPE), que permitiu em alguma medida a propriedade privada. A adoção dessa política — apoiada por importante segmento dos meios de comunicação capitalistas — convenceu o Ocidente de que o comunismo havia fracassado e que, portanto, o melhor a fazer seria ajudar Lênin a reparar os danos. Bem sabemos como essa estratégia serviu para sustentar o comunismo. Westerman argumenta que a mesma tática de mudança de face foi usada mais tarde, depois da queda da Cortina de Ferro.

O "novo" comunismo com características chinesas
     1. Uma constante injeção de dinheiro;     Depois de analisar o "novo" rosto do comunismo na Rússia, Westerman passa a tratar da China. Em primeiro lugar, demonstra que carece de substância o velho mito de que a Rússia e a China são adversárias. Em seguida analisa o novo boom econômico chinês, aberto ao livre mercado, propiciado por Nixon. Na realidade, hoje em dia o mercado na China está controlado pelo governo, e seu êxito se deve à combinação de três fatores:
     2. A introdução de sofisticadas tecnologias do Ocidente;
     3. Uma enorme força de trabalho escravo interna.
     Também demonstra como o Ocidente é ingênuo ao acreditar que a economia de livre mercado necessariamente derrotará o comunismo na China. O Autor demonstra que precisamente o oposto é que é verdadeiro. O Ocidente está proporcionando à China os meios para converter-se em um gigante que já está ameaçando econômica e militarmente os Estados Unidos.
     Como responderam os Estados Unidos a esta ameaça? A administração Bush decidiu que para equilibrar o rápido crescimento da China, os Estados Unidos deveriam canalizar assistência econômica para os comunistas do Vietnã e oferecer-lhes prioridades comerciais...

O comunismo avança por meio de eleições na América Latina
     O Autor mostra que o novo objetivo do comunismo é implantar governos vermelhos através de eleições democráticas. Este é a nova face do comunismo na América Latina. Analisa em detalhe o caso da Venezuela e mostra como Hugo Chávez promove o comunismo sob o nome de Revolução Bolivariana.

     O autor também se ocupa em destacar o perigo que Cuba representa para os Estados Unidos e fundamenta suas palavras com interessante informação sobre a atividade de espionagem realizada pela ilha comunista para infiltrar-se nos EUA. Ao concluir sua análise da "Tormenta Vermelha Latino-Americana", coloca sua atenção sobre a eleição do marxista Daniel Ortega na Nicarágua.
     Westerman também chama a atenção para as relações cordiais ou tratados econômicos e militares de Chávez com a Rússia, China, Cuba, Nicarágua, Coréia do Norte, Síria e Irã. Isto é parte do novo império ao qual se refere no título de seu livro.     Também assinala os vínculos entre Chávez e as guerrilhas colombianas Farc, e como Chávez ajudou Rafael Correa a ser eleito presidente do Equador. 

Além de tratar do caso Chávez, menciona outros presidentes vermelhos que chegaram ao poder através de eleições: Evo Morales na Bolívia, Cristina Kirchner na Argentina, Luis Inácio Lula da Silva no Brasil, Tabaré Vasquez no Uruguai.

Islã e terrorismo
     Um breve capítulo é dedicado a verificar a continuidade histórica da oposição militante islâmica contra o Ocidente e seu milenar ressentimento contra as Cruzadas. Esta rápida descrição pretende preencher o vazio que se fez sobre este tema nos meios de comunicação, livros e ambientes acadêmicos. Também faz uma rápida e indireta vinculação entre o terrorismo atual e o comunismo.
     
A esquerda norte-americana e a mídia
     Todas as diversas frentes do comunismo atual têm um inimigo comum: os Estados Unidos como representante do capitalismo. Elas têm uma forte aliança com a esquerda norte-americana. Se bem que o Partido Comunista tem uma pequena influência na vida política desse país, não se pode dizer o mesmo com relação à influência dos meios de comunicação e da esquerda política. No que concerne à mída, Westerman reproduz documentação histórica que mostra como ela apoiou Lênin na Rússia, Mao na China e Castro em Cuba. Encontramos sempre a mesma cumplicidade com o mais perigoso inimigo norte-americano, o comunismo. Com respeito à esquerda, uma forte influência política foi dada aos comunistas desde o final do governo de Franklin D. Roosevelt. De fato, vários dos mais influentes membros de seu gabinete eram espiões de Moscou. Desde então, o broto vermelho lançou raízes cada vez mais profundas na política norte-americana.

     O autor aponta a "reabilitação" do infame casal como grave sintoma da debilidade no senso de autodefesa norte-americano.
     Para fomentar o comunismo nos EUA, um importante papel foi desempenhado pelas estrelas de cinema e produtores de Hollywood que promoveram heróis antiamericanos como Che ou anti-heróis como o casal Rosenberg — condenado à morte por vender segredos atômicos para a URSS.
     Tampouco subestima o enorme esforço antibelicista dos ambientes acadêmicos e movimentos pacifistas impulsionados pela mídia esquerdista que tem por objetivo desalentar as tropas que estão sacrificando suas vidas para salvar o país combatendo o terrorismo. A poderosa coalizão de norte-americanos que promovem sentimentos contrários ao seu próprio país não é apenas algo contraditório e vergonhoso, como também é muito perigoso.
     A plataforma pacifista norte-americana também é promovida pelos novos líderes comunistas mencionados anteriormente. Um exemplo simbólico: Hugo Chávez recebeu a celebridade antibelicista Cindy Sheeman com todas as honras em seu palácio de governo. Depois posou para as câmeras abraçando Cindy e Elma Rosado, a viúva do líder terrorista de Porto Rico, Ojeda Rios. Ojeda foi morto em 2005 por agentes norte-americanos depois de um milionário assalto bancário e de destruir onze aviões de combate da Guarda Nacional Aérea em Porto Rico. Chávez e as duas mulheres se abraçaram no transcorrer da realização do Foro Mundial Social reunido em Caracas.O terrorismo e o pacifismo se entrelaçaram no abraço de Hugo Chávez, um gesto que fala por si mesmo...

     Westerman termina sua obra com um apelo aos norte-americanos para que tomem consciência do que escondem os meios de comunicação. Também os convida a tomar medidas para deter o inimigo central denunciado em seu livro: os cúmplices norte-americanos do comunismo.
     Seu livro proporciona um amplo e abrangente panorama, como também muitos fatos e fontes que vale a pena conhecer, e perspectivas históricas que ajudam a compreender a situação atual.[1]
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     NOTAS:

    [1] O livro Lies, Terror and the Rise of the Neo-Communist Empire pode ser comprado em International News Analysis.
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     * Artigo publicado no site católico norte-americano Tradition in Action sob o título The Rise of the Neo-Communist Empire.

     Tradução: André F. Falleiro Garcia.