"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. E, por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso"

terça-feira, 9 de junho de 2009

A TRAIÇÃO DOS INTELECTUAIS

Título original: La trahison des clercs
Autor: Julien Benda
Tradução: Paulo Neves
Assunto: Ensaio filosófico
Editora: Peixoto Neto
Edição: 1ª
Ano: (1927) 2007
Páginas: 284

O que acontece quando a verdade e a justiça estão ameaçadas e os intelectuais a abandonam?

Sinopse: A traição dos intelectuais é a recusa dos valores universais e a subjugação do espiritual ao temporal.

As advertências de Benda podiam, em 1927, ser tidas como pouco fundadas. Mas hoje elas nos parecem verdadeiramente proféticas.

Julien Benda rejeitou todas as modas filosóficas de sua época e criticou a adesão dos intelectuais às paixões políticas (fossem elas de raça, de partido, de classe ou de nação), chamando esses intelectuais de traidores de suas verdadeiras funções.

A partir do momento em que os intelectuais abandonam a universalidade dos valores, eles apenas tornam-se parte da confusão do seu tempo. “Matar as pessoas nos gulags, é ruim; mas pior ainda é deixar os proletários serem explorados pelos capitalistas”. Esse era o pensamento de Jean-Paul Sartre, um dos “intelectuais” engajados e traidores da época. Assim, Sartre é capaz de mentir, descaradamente, para proteger uma determinada posição política. É desses “intelectuais” que Julien Benda fala e é desse assunto que o livro trata.

No Brasil essa fauna de esquerdistas psicopatas polulam em tal profusão que se torna impossível citá-los. Teriamos que ter uma lista telefonica. Todavia, a pessoa que melhor encarna esse tipo de intelectual engajado é a marxista Marilena Chauí, que é capaz de mentir descaradamente, contanto que, seja a favor do governo do PT e da ideologia marxista. Como se pode admitir que uma pessoa assim, seja construtora do patrimônio cultural brasileiro?
Nos últimos quarenta anos o Brasil transformou-se numa hegemonia esquerdista. Praticamente todas as universidades públicas e grande parte das privadas (nas áreas das Ciências Sociais, História, Filosofia, Letras), dos centros de pesquisa, revistas, jornais, redes de televisão e rádio e casas editoriais estão sob o controle direto de “intelectuais” vinculados as diversas correntes do pensamento esquerdista. São poucas as vozes que se erguem, neste país, contra o monopólio cultural esquerdista. Para piorar ainda mais a situação o país é governado por um partido de esquerda. Não há no país um partido político conservador, alcunhado de “direita”, com expressão nacional. Também não há uma única revista cultural que defenda princípios intelectuais que se oponham ao discurso esquerdista gramsciano. Diante deste quadro, correntes de pensamento e intelectuais conservadores, não têm vez e são praticamente desconhecidos. Os estudantes universitários (que mais parecem um universo de otários) no campo das chamadas Humanidades, conhecem Bourdieu, Foucault, Derrida, Gramsci, Marx, Habermas, Eric Fromm, Sartre, Marcuse, Adorno et caterva, mas pergunte a eles e aos seus mestres quem foi Eric Voegelin, Carl Schimitt, Joseph de Maistre, Marcel de Corte, Oswald Spengler, Ernst Jünger, René Guénon, Fritjof Schuon, Mário Ferreira dos Santos, Gustavo Corção e outros. Se estes pensadores conservadores são praticamente desconhecidos nas universidades brasileiras o que dizer de Julien Benda?
"A traição dos intelectuais", precisava ser publicado no Brasil que, há bastante tempo, só conhece um tipo de intelectual: o defensor dos interesses práticos de uma coletividade, adepto dos modismos e das paixões políticas, sem qualquer compromisso com os valores superiores da verdade, da razão ou da justiça. Esta obra chega atrasada 80 anos, como tudo neste país.

Sobre o autor:

Julien Benda nasceu em Paris em 1867. Depois de estudos na École Centrale e na Sorbonne, colaborou com Charles Péguy nos Cahiers de la Quinzaine. Publicou livros como Belphégore, A traição dos intelectuais que desencadearam violentas reações. Aos poucos se tornou aos olhos de todos o critico implacável que assumia com intransigência o papel de guardião do verdadeiro, do justo e da razão. Faleceu em 1956.

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