"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. E, por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso"

sábado, 24 de janeiro de 2009

O GRANDE ERRO DOS MILITARES NOS IDOS DE 1964...

Entrevista Extemporânea
Cel Silvio Gama ( * )

Eu estava, sexta-feira passada, na sede da Academia Alagoana de Letras, durante o velório no qual pranteávamos o falecimento do confrade Ib Gato Falcão e, contava a um grupo de amigos que ele gostava de me chamar de general, em tom de brincadeira, pensando que a promoção me agradava.
Nesta ocasião, um jornalista que fazia a cobertura do velório dirigiu-se a mim e comentou:

– Professor, tenho acompanhado sua vida literária e nunca soube que o senhor pertence ao Exército. Aproveitando a oportunidade e porque o acho perfeitamente integrado à vida civil, desejo saber como o senhor vê a Revolução de 1964.

Pergunta inoportuna, mas se para ela eu não desse resposta, poderia, o meu silêncio, ser interpretado como uma fuga para evitar uma opinião contrária. Resolvi encarar o curioso e respondi:

– Da Revolução eu acho que foi uma aventura apressada de uma camarilha que desejava entregar o nosso Brasil nos braços de uma ditadura comunista. Porém da Contra-revolução que ela ensejou, acho que foi uma atitude acertada do Exército, atendendo ao clamor popular.
– Mas a Contra-revolução instalou uma ditadura militar que permaneceu por mais de vinte anos.
Ponderou ele.
– Chamam de ditadura um governo democrata que manteve a autonomia dos três poderes; Que manteve o processo eleitoral funcionando; Que respeitou os direitos individuais de todas as pessoas de bem; Que prendeu bandidos e delinqüentes que se escondiam atrás de um falso idealismo, onde o individualismo interesseiro predominava; Que mais trabalhou, comparando-se as suas atividades com as de todos os governos que o antecederam.
– Mais só uma pergunta, coronel
– o meu modo decidido e firme com o qual eu dava as respostas, já estava fazendo com que ele colocasse os pontos nos is, – em sua opinião a Contra-revolução cometeu erros?
Cometeu um só. O de não ter feito com o bando de assassinos, ladrões de bancos e de carga de caminhões, seqüestradores iguais aos que, hoje, atormentam à nossa população, o mesmo que Fidel Castro fez em Cuba – e que eles tanto aplaudem: eliminação sumária. Só assim estaríamos livres dessa horda de ladrões que, comprando a democracia, situaram-se no poder; saqueia o erário público; se auto premiam com indenizações bilionárias por prejuízos morais inexistentes; incentivam o enriquecimento ilícito e, o que é pior, estão, pelo mau exemplo, promovendo o esfacelamento da ética e da moral na sociedade.

( * ) Cel Silvio Gama é Aspirante de Artilharia, da Turma TUIUTI - 08 Jan 44, da antiga Escola Militar do Realengo, hoje Cel Reformado, renomado escritor, autor de vários livros, em prosa e poesia, por isso que prestigiado membro da Academia Alagoana de Letras.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

PALESTRA Tomas Schuman (Yuri Bezmenov) - FINAL

Vídeo 7/7
É verdade que eles são tão obcecados por sexo? Você consegue imaginar mostra um filme onde a cada cinco minutos há uma cópula na tela a um país como a Índia, um país com longa tradição de respeito a estes assuntos particulares? Ou ao Paquistão?!
E os EUA esperam que essas pessoas vos respeitem? De jeito nenhum. Ah sim, eles verão o filme. Eles pagarão cinco rúpias pra ver aquele lixo mas eles saem [do cinema] e dirão a seus filhos: “Não respeite os americanos. Não seja como os americanos.” Viram? Então o processo de desmoralização pode ser impedido bem aqui tanto exportado quanto importado, e isto precisa de um passo, uma coisa muito importante a se fazer.
Você não tem que expulsar todos os agentes da KGB de Washington. A solução mais difícil e ao mesmo tempo a mais simples para a subversão é começar aqui [na fase de desmoralização] e antes ainda trazendo a sociedade de volta à religião, algo que você não pode tocar, comer e vestir, mas algo que governa a sociedade e a faz mover e se preservar.
Um cientista soviético, Shafarevich, que não tem nada a ver com religião, - ele é um cientista da computação – fez um estudo muito intenso na história de países socialistas. Ele chamava socialista ou comunista a qualquer país com uma economia centralizada e uma estrutura de poder piramidal, e descobriu – na verdade não descobriu; apenas chamou à atenção de seus leitores – que civilizações como Mohenjo-Daro, nas regiões hindus ribeirinhas, como Egito, como os maias, como os incas, como a cultura babilônica, desmoronaram e desapareceram da face da Terra no momento em que perderam a religião. Simples assim. Desintegraram. Ninguém se lembra mais delas. Bem... de longe. Então... As idéias estão movimentando a sociedade e mantendo a humanidade como uma sociedade de seres humanos, agentes inteligentes e morais de Deus. Os fatos, a verdade, o conhecimento exato talvez não. Toda a tecnologia sofisticada e computadores não impedirão a sociedade de desintegrar e eventualmente sumir.
Você já conheceu alguma pessoa que sacrificaria sua vida, liberdade, por uma verdade como esta? 2 x 2 = 4. Isto é verdade! Nunca encontrei uma pessoa que diria “Isto é verdade e estou pronto para defender a verdade”. “Atira em mim!”. Certo?
Mas milhões sacrificaram suas vidas, liberdade, conforto, – Tudo! – por coisas como Deus, como Jesus Cristo. É uma honra! Alguns mártires no campo de concentração soviético morreram. E morreram em paz, ao contrário daqueles que gritaram “Viva Stalin!” sabendo perfeitamente bem que ele pode não viver muito. Algo que é... Algo que é não-material movimenta a sociedade e a ajuda a sobreviver. E vice-versa.
No momento em que nos voltamos para dois vezes dois é quatro, e fazemos disto um princípio guia para nossa vida, nossa existência, nós morremos. Mesmo quando isto é verdade e isto não conseguimos provar; só podemos sentir e ter fé. Então a solução para a subversão ideológica, estranhamente, é muito simples. Você não tem que atirar nas pessoas, você não tem que mirar mísseis, Pershings e mísseis de cruzeiro no quartel-general de Andropov. Você só tem que ter fé e evitar a subversão. Em outras palavras: não ser uma vítima da subversão. Não tente ser uma pessoa que no judô está tentando esmagar o adversário e é pego pela sua mão. Não golpeie assim. Golpeie com o poder do seu espírito e superioridade moral. Se você não tem este poder, é hora de desenvolvê-lo. E esta é a única solução.
Acabou. – Obrigado! [palmas entusiásticas].

Créditos:
Edição da versão com áudio extra e legendas em português: David Balparda de Carvalho.
Indicação: Notalatina.
Transcrição das legendas: Anatoli Oliynik.

Link para assistir ao vídeo desta PARTE FINAL:

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

PALESTRA Tomas Schuman (Yuri Bezmenov) - PARTE VI

Vídeo 6/7
Apoiar as forças conservadoras de direita através de dinheiro, bandidos ou lei, não importa! Estabilize o país! Não deixe a crise evoluir pra guerra civil ou invasão! “Oh não!” – seus liberais vão dizer – “é contra a lei” “O congresso não alocará dinheiro para ações secretas da CIA!” Por quê não? Devemos esperar até vir a normalização e os tanques soviéticos aterrissem no aeroporto de Los Angeles? Agora, neste ponto da desestabilização TAMBÉM o processo poderia ser revertido e de novo mais fácil que este! Nada de envolvimento da CIA neste ponto! Sabe o que é preciso aqui? Restrição de algumas liberdades para grupos pequenos que são inimigos auto-declarados da sociedade. É simples assim! ‘Oh não” – dirão os liberais da mídia – “Isto é contra a constituição americana! como podemos?” – negar à força direitos civis a criminosos, por exemplo? “Não é bom!”OK? Então nós permitimos que eles... OK, se você permite que os criminosos tenham direitos civis, vá em frente, e leve o país à crise. Deste jeito não há derramamento de sangue! Limite os direitos! Digo, não colocá-los na cadeia! Não estou falando para colocar todos os gays de São Francisco num campo de concentração! Não permita que eles consigam poder político! Não os eleja a posições de poder! Seja no nível municipal, estadual ou federal. Tem que ser enfiado na cabeça de eleitores americanos de que uma pessoa como esta nas posições de poder é um inimigo! Não temam esta palavra. É um inimigo! Se não for um inimigo aqui, será aqui. Mais adiante ele será fuzilado, é claro. Mas neste ponto ele É um inimigo. OK? Vocês estarão prestando um grande serviço negando-lhe um direito de faturar em cima de suas próprias idéias malucas e se tornar um homem poderoso, um homem que usa sua posição de poder. Restrição de certas liberdades e permissividade naquele ponto impediria deslizar pra crise e provavelmente voltaria o processo de desestabilização. Restringir o poder ilimitado, o poder monopolista dos sindicatos neste pondo salvaria a economia do colapso. Introduzir uma lei para impedir empresas privadas de violar a mente da opinião pública na direção do consumismo. Nenhuma empresa deve ter o direito de forçar você a comprar mais, a não ser que você queira. Tem que haver uma lei. Quer anunciar seu carro? OK. Mas nenhuma menção a comprá-lo AGORA e economizar dinheiro! Te que ser contra a lei forçar as pessoas a consumir mais. Auto-restrição! Anteriormente, antes deste processo começar, a auto-restrição era um estudo da igreja, religião, porque nossos pregadores, os padres da Igreja nos diriam bens materiais são bons, mas não é a função primária do ser humano, porque você tem que viver com algo... Obviamente, o desígnio da nossa vida não é consumir mais desodorantes. Tem que haver algo maior. Se tal instrumento complicado como o corpo humano foi criado, obviamente deve haver algum propósito mais elevado para isto. E é bem fácil evitar a desestabilização negando às empresas ambiciosas uma pequena liberdade: forçar vocês a se tornarem processadores de produtos e bens indesejados. Eles transformam vocês em máquinas como a minhoca, que tem entrada e saída, então... Quanto tempo um eletrodoméstico médio dura hoje em dia? Menos de um ano. Por quê? Onde está a qualidade? Mas nós queremos que você compre mais. OK. O processo de desestabilização pode ser facilmente vencido se – como eu digo – a sociedade por vontade própria ou depois de persuadida pelos LÍDERES chegar à idéia de auto-restrição. “É tão difícil; queremos consumir mais.” Mas você tem a obrigação! A não ser que você queira chegar a esta etapa, onde, como dizemos na Rússia, se o deserto do Saara se tornar um Estado comunista um dia, haverá racionamento de areia. Então você tem que limitar suas expectativas neste ponto antes que seja tarde demais, mas não, não queremos fazer isto.
O processo de desmoralização, DE NOVO, é a coisa mais fácil de reverter. Antes de tudo, restringindo a importação de propaganda. A coisa mais fácil de fazer. Importação ilimitada, irrestrita de literatura soviética, jornalistas soviéticos, dar a propaganda soviética e a agitadores ideológicos tempo igual na cadeia de TV americana. Tem que ser impedido! E é fácil. Eles não se ofenderão – veja bem. Na verdade, eles respeitarão mais a América. Mas quando meu ex-colega Vladimir Posner aparece no Nighline e Ted Koppel pergunta “Bom, Vladimir, o que você pensa disso?” O quê ele pode pensar?! Ele é um instrumento de propaganda! Ele pensa o que o camarada manda ele pensar. Ele é apenas um belo e articulado alto-falante do sistema de subversão soviético. E Ted Koppel te faz acreditar que meu amigo Vladimir Posner PENSA?!
O processo de desmoralização pode não ter começado de forma alguma se neste ponto o país que é um recipiente de subversão ativamente – não violentamente, mas ativamente – impede a importação de ideologia estrangeira. Eu não quero que a América siga o modelo do Japão antigo. Você não tem que atirar em todo estrangeiro que se aproxime as fronteiras sagradas dos EUA. Mas quando ele te oferece um bagulho disfarçado de algo bem lustroso você deve dizer a ele: “Não.” “Nós temos nosso próprio bagulho.” Se neste ponto a sociedade for forte, corajosa, e consciente o bastante para parar a importação de idéias que são estranhas então toda a cadeia de eventos pode ser evitada.
Estive recentemente nas Filipinas e fiquei chocado como nas cidades grandes como Manila crianças escutam música ensurdecedora. Uma nação melodiosa, com uma longa tradição de bela e boa música étnica introduzida pelos Espanhóis há muito tempo, talvez uns dois, três séculos atrás – não lembro – de repente escutando lixo musical! Estourando os rádios a estouro total... volume total! Por quê?
Na Índia, passei vários anos vendo a reação de indianos saindo dos cinemas após ver uma produção de Hollywood. Eles não conseguiram entender por que os americanos são tão desperdiçadores. Eles arrebentam seus carros, seus carros lustrosos a cada cinco minutos. Como pode eles atirarem uns nos outros por meio milhão de dólares?
Link para assistir ao vídeo desta PARTE VI
Continua na PARTE VII (FINAL)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

PALESTRA Tomas Schuman (Yuri Bezmenov) - PARTE V

Vídeo 5/7
Ele exige reconhecimento, respeito, direitos humanos, e ele ajunta um grande grupo de pessoas e há choques violentos entre ele e a policia, o grupo dele e pessoas comuns, não importa o quê: São negros contra brancos, amarelos contra verdes, não importa onde está a linha divisória. Desde que este grupo entre em choque antagônico, às vezes militarmente, às vezes com armas de fogo, isto é o processo de desestabilização.
Os dormentes, muitos dos quais são simplesmente agentes da KGB, se tornam líderes do processo de desestabilização. Não quer dizer que o camarada Andropov manda o camarada Ivanov para os EUA. A pessoa que toma conta já está aqui! Ele é um cidadão respeitado dos EUA. Às vezes ele recebe dinheiro de várias fundações para sua luta legítima em prol de sei lá... direitos humanos, direito das mulheres, kid-lib, prison-lib, seja o que for. Há americanos simpatizantes que doam seu dinheiro a ele! O processo de desestabilização normalmente leva diretamente ao processo de crise. No caso de nações em desenvolvimento, - esta era a área que eu era ativo – o processo começa quando os órgãos legítimos de poder a estrutura social desmorona, não pode funcionar mais, e então nós temos órgãos artificiais injetados na sociedade tais como comitês não eleitos – vocês se lembram de que eu estava falando deles aqui [Desmoralização] – assistentes sociais, que não são eleitos pelo povo, mídia, que são os senhores auto-investidos da sua opinião, alguns grupos estranhos, que alegam que eles sabem como guiar a sociedade pra frente. Em geral não sabem. Tudo o que eles querem saber é como coletar doações e vender sua própria ideologia misturada, - misto de religião e ideologia.
Aqui temos todos estes órgãos artificiais exigindo poder. Se o poder é negado a eles, eles o tomam à força. No caso do Irã, por exemplo, de repente tínhamos comitês revolucionários. Quem? Quê? Que tipo de revolução? Não havia revolução ainda, e ainda assim eles tinham comitês! Eles tomavam o poder de julgamento, eles tinham o pode de execução, eles tinham o poder de legislação, e tinham o pode judiciário, [exatamente como está acontecendo em 2009 com o governo do PT no Brasil] todos combinados em uma pessoa, que é um intelectual de miolo mole às vezes formado em Harvard ou Berkeley. Ele volta para seu país e acha que sabe a solução para todos os problemas sociais e econômicos.

Crise:
A crise é quando a sociedade não pode mais funcionar produtivamente – ela desmorona. Obviamente, esta é a palavra para crise. Portanto, a população como um todo está procurando um salvador. Os grupos religiosos estão esperando um messias vir. Os trabalhadores dizem “Nós temos família pra alimentar!” “Vamos ter um governo forte, talvez um governo socialista, centralizado, onde alguém coloque os patrões em seus lugares e nos deixe trabalhar, estamos cansados de greve e perder hora extra e todas essas coisas. Precisamos de um homem forte. Governo forte.” Um líder, um salvador é necessário. A população já está irritada e cansada. E cá está, nós temos um salvador! Ou uma nação estrangeira vem, ou o grupo local de esquerdistas, marxistas, não importa de que eles se chamam. Sandinistas! Reverendo, ou algum tipo... Bispo Muzorewa como no Zimbábue... Não importa. Um salvador vem e diz “Eu guiarei vocês!” Então, nós temos duas alternativas aqui: guerra civil e invasão. Viram como funciona?
DESMORALIZAÇÃO ==> DESESTABILIZAÇÃO ==> CRISE ==> Guerra civil ou Invasão

Guerra civil nós sabemos o que é. Líbano é o melhor exemplo. A guerra civil que foi artificialmente implantada no Líbano por injeção de forças da OLP – Organização para Libertação da Palestina.
Invasão nós tivemos em vários outros países como Afeganistão, fale qualquer país do Leste Europeu. Foi invadido pelo exército soviético. Mas o resultado é o mesmo.
A próxima etapa é:

Normalização:
Normalização é uma palavra muito irônica, é claro. É emprestada da situação de 1968 na Tchecoslováquia quando a propaganda soviética e depois o New York Times declararam “O país está normalizado.” Os tanques chegaram em Praga, então não há mais Primavera de Praga, não há mais violência... Normal. Normalização. Nesta etapa os governantes auto-investidos da sociedade não precisam de mais nenhuma revolução, não precisam de mais nenhum radicalismo, então este é o reverso da desestabilização; basicamente é estabilizar o país à força. Então todos os dormentes e ativistas e assistentes sociais e “liberals” e homossexuais e professores e marxistas e leninistas são eliminados – fisicamente, às vezes. Eles já fizeram o serviço deles. OK? Eles não são mais necessários.
Os novos governantes precisam de estabilidade para explorar a nação, o país, tirar vantagens da vitória. OK? Então chega de revolucionários, por favor! E isto é exatamente o que acontece em vários países. Lembram Bangladesh? Esta foi a crise na qual eu fui de utilidade. Primeiro eles tinha Mujibur Rahman. Em 1971 ele era o líder do Partido do Povo, a Liga Awami, com um bigode tipo Stalin. Ele esteve na Rússia várias vezes. Cinco anos depois ele foi baleado por seus ex-colegas marxistas. Ele cumpriu sua função.
No Afeganistão, isto aconteceu três vezes. Primeiro havia Taraki, depois Amin e agora Babrak Karmal. Eles se mataram sucessivamente um atrás do outro, no momento em que um cumpria sua obrigação. O Primeiro desmoralizava o país, o segundo desestabilizava, o terceiro o levou à crise. Adeus, camarada. Pum! Babrak Karmal vem de Moscou e é colocado no poder. O mesmo aconteceu em Grenada recentemente. Maurice Bishop – marxista – foi morto por Austin – Como se chama? General alguma coisa – que também era marxista! Certo? Então, chega de revoluções, por favor. Normalização agora.

DESMORALIZAÇÃO ==> DESESTABILIZAÇÃO ==> CRISE ==> Guerra Civil ou Invasão ==> NORMALIZAÇÃO

Normalização: De agora em diante, chega de greves, chega de homossexuais, chega de women-lib, chega de kid-lib, chega de lib, ponto final.
Boa e sólida liberdade proletária democrática. E pronto. Agora para reverter este processo é preciso um esforço enorme. Quando hoje os EUA tiveram que invadir Grenada para reverter o processo de subversão, algumas pessoas disseram “Rapaz, isso não é bom, não é kosher. Invadir um lindo país, a ilha de Grenada.” Ora, por que você não parou o processo aqui, [Desmoralização] quando Grenada só foi abordada por esquerdistas? Por que não impedir que Maurice Bishop sequer chegasse ao poder? Os grenadenses o queriam? Muito questionável! Pra começar eles não sabiam quem era Maurice Bishop. Ele mesmo chegou ao poder por um golpe de Estado. OK? Mas não, nós deixamos a situação avançar mais e mais até a crise e normalização muito em breve. E aí os EUA decidem invadir o país descobrindo que o país era inteiramente uma base militar para a URSS! Claro que é uma medida drástica! Claro que é uma pena que os fuzileiros tiveram que perder – O quê – dezessete vidas. Muito ruim. Por que não parar o processo antes que chegue à crise? Ah não, os intelectuais não deixam! É interferência em assuntos internos. Eles têm o máximo de cuidado para não deixar o governo americano interferir em assuntos internos de países latino-americanos. Eles não ligam pra União Soviética interferindo nestes assuntos.
Então, para reverter este processo daqui [normalização] é preciso apenas e sempre ação militar. Nenhuma outra força na Terra pode reverter este processo neste ponto. Neste ponto [crise] não precisa uma invasão militar pelo exército dos EUA. É preciso ação vigorosa, como no Chile. Um envolvimento discreto da CIA para impedir que o salvador de fora chegue ao poder e estabilizar o país antes que ele entre em guerra civil.
Link para assistir ao vídeo desta PARTE V
Continua na PARTE VI

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

PALESTRA Tomas Schuman (Yuri Bezmenov) - PARTE IV

Vídeo 4/7
Bom, eu fui muito ativo, mas algumas pessoas não gostam. Então por que deveríamos ter oportunidades iguais? Por quê? Oportunidade igual de se destacar. Oportunidades iguais em circunstâncias iguais, sim, mas você sabe que as pessoas são diferentes. Se destacar, sim, supondo que cheguemos ao mesmo nível de excelência, perfeição, que é um futuro distante hipotético. Sim, talvez. Mas nós sabemos perfeitamente bem que mesmo com as melhores intenções, as pessoas não poderiam ser iguais. Por que deveríamos ter igualdade no, digamos, sistema legal? Eu, me considero um cidadão cumpridor da lei, e uma pessoa que vem aqui prá roubar e atirar? Digamos... O governo dos EUA sob Carter importou milhares de criminosos cubanos. Eram criminosos conhecidos. Ainda assim foram aceitos. Vocês acham justo que eu e minha esposa das filipinas que trabalha como... – perdão – cavalo como técnica de laboratório no hospital deveríamos ter os MESMOS direitos que um criminosos de Cuba? Por quê? E ainda assim repetimos como papagaios: “igualdade, igualdade, igualdade!” E o sistema de propaganda soviética ajuda-nos a acreditar que igualdade é algo desejável. A democracia, tal como foi estabelecida pelos patronos deste país, deste sistema, no século passado [XIX], não é igualdade. É o sistema onde pessoas DIFERENTES, pessoas desiguais, têm uma chance de sobreviver e ajudarem-se umas às outras em constante concorrência, em aperfeiçoamento constante, e não uma igualdade que é superimposta por um padrinho ou pessoa boazinha em Washington DC. E a igualdade absoluta existe na União Soviética. Igualdade entre aspas: Todo mundo está igualmente na... lama! Exceto algumas pessoas [que] são mais iguais que as outras no Politiburo. Viram? Então, no momento em que você leva um país ao ponto de quase total desmoralização onde nada funciona mais, quando você não tem certeza do que é certo ou errado, bom ou mau, quando não há divisão entre o bem e o mal, quando até os líderes da Igreja dizem às vezes “Bom, violência em prol da justiça... – especialmente justiça social – é justificável em países como Nicarágua, El Salvador, [Brasil] bom, talvez Rodésia...” e escutamos isto e dizemos “É, provavelmente... é verdade.” É verdade? Não, não é verdade! Violência não é justificável; especialmente em prol de – aspas – “justiça social” introduzida por marxistas-leninistas que são meus ex-colegas da Agência Novosti. OK, então atingimos aquele ponto [Desmoralização]. O próximo passo é desestabilização.

Desestabilização:
De novo, fala por si o que é: desestabilizar todas as relações, todas as instituições e organizações aceitas no país do seu inimigo. Como você faz? Você não tem que mandar um batalhão de agentes da KGB para explodir pontes. Não! Você os deixa fazerem sozinhos! A área de aplicação é mais estreita agora. Não é como no caso anterior. As ações abertas, legítimas, da KGB neste caso, mal seriam perceptíveis [porque] não há crime se um professor que recentemente veio da URSS introduz um curso de marxismo-leninismo numa universidade californiana, por exemplo. Ninguém vai chegar à porta dele e dizer “OK, senhor. Venha. Você está preso.” Não. Não é crime. Não é sequer considerado um crime moral contra o seu país. Então, a área de aplicação aqui está se estreitando para economia, – novamente relações trabalhistas, certo? – lei e ordem e... novamente a mídia, mas um pouco diferente; vou explicar depois. OK, três áreas basicamente.

Economia:
A radicalização do processo de negociação. Se naquela etapa nós ainda poderíamos atingir, teoricamente, algum acordo positivo entre as partes negociantes com, digamos, introdução arbitrária de juízes de terceira parte objetivamente julgando as exigências de ambos [os] lados, aqui é radicalização. Na etapa de desestabilização não chegamos a um acordo nem dentro de uma família. O marido e mulher não poderiam descobrir o que é melhor: o marido quer que os filhos comam à mesa e a mulher quer que a criança corra pelo cômodo e derrube comida pelo chão. Eles não chegam a um acordo a não ser que comecem uma luta. É impossível chegar a um acordo, um acordo construtivo entre vizinhos. Alguns dizem “Eu não gosto que você trabalhe no gramado nesta hora porque exatamente nesta hora estou passeando com meu cachorro e ele fica nervoso e não consegue passar as bolas”, sabe? Eles não entram em acordo. Eles vão para uma corte civil ou coisa assim. Radicalização de relações humanas. Sem mais acordo. Luta, luta, luta!
As relações normais tradicionalmente aceitas são desestabilizadas. As relações entre professores e alunos em escolas e universidades. Luta! As relações entre – na esfera econômica – entre empregado e patrão são mais radicalizadas. Não mais aceitação da legitimidade das exigências dos trabalhadores. Na como os japoneses, com a teoria Z, - se vocês já ouviram falar – onde trabalhadores estão envolvidos no processo de decisão então eles não têm incentivo moral para lutar contra seus patrões. Nos EUA é justamente o oposto. Quanto mais difícil a luta, melhor, mais heróicos eles parecem. Quando a rede Greyhound estava de greve recentemente os correspondentes de emissoras de TV locais em todos os Estados Unidos “Ah sim, estamos fazendo algo bom!” e eles pareciam heróis e tinham orgulho. Havia uma família, o marido era motorista de ônibus e então eles tinham decidido, em protesto contra os patrões, acampar em algum lugar da floresta. Eles foram apresentados à audiência como uma gente heróica e boazinha. Viram?
Os embates violentos entre passageiros, piqueteiros e os grevistas são apresentados como algo normal. Dez, quinze, vinte anos atrás nós ficaríamos nervosos e [diríamos] “Por quê? Por que tanto ódio?” Hoje não. Nós dizemos “Bem... Lugar comum.” Radicalização, militarização às vezes. Como expliquei naquela etapa. Eu me adiantei um pouco. Pessoas baleadas!

Lei e ordem:
Também é empurrada para áreas onde as pessoas antes resolviam suas diferenças pacificamente e legitimamente. Agora estamos ficando com esses casos judiciais nos casos mais irrelevantes. Não podemos mais resolver nossos problemas. A sociedade como um todo fica mais e mais antagônica entre indivíduos, grupos de indivíduos e a sociedade como um todo.

Mídia:
A mídia se coloca em oposição à sociedade em geral, como um todo. Separada, alienada. OK? Nesta etapa – vocês se lembram que eu estava falando há duas horas sobre os dormentes – aí é quando os estudantes, digamos dos EUA, se são treinados na Universidade Lumumba, ou das nações em desenvolvimento, os estudantes com que eu estava lidando, estão sendo mandados de volta da União Soviética aqui. Ou se eles já estavam nos EUA, no país que é objeto da subversão, eles partem pra ação! Os dormentes acordam! Eles dormiram por quinze a vinte anos. Agora eles de tornaram líderes de grupos, padres... sei lá... pessoas públicas. Proeminentemente eles agem. Eles ativamente se incluem no processo político. De repente nós vemos um homossexual... Há quinze anos ele fazia as sujeiras dele e ninguém ligava, e agora ele faz disso uma questão política.
Link do vídeo da PARTE IV
Continua na PARTE V

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

PALESTRA Tomas Schuman (Yuri Bezmenov) - PARTE III

Vídeo 3/7
O processo Ângelo Buono durou dois anos em Los Angeles e ainda assim há alguns advogados que dizem: “Olha... ele é um bom sujeito, na verdade.” Houve testemunhas que disseram – também criminosos – disseram... “Ora, ele é um cara legal! Um dia eu pedi pra ele queimar a casa do meu inimigo e ele não quis!” Sujeito legal! Erosão. Uma substituição lenta dos princípios morais básicos, onde um criminoso não é bem um criminoso; ele é um réu, mesmo que sua culpa esteja provada. Há ainda uma dúvida. Matar ou não matar, ser ou não ser. “Não matarás!” Sim! Mas esta fala pode não ser necessariamente aplicável a um assassino! “Não assassinaras!” – esta deveria ser a premissa, e não “Não matarás”.

Relações trabalhistas: Nesta etapa, dentro de quinze a vinte anos, nós destruímos os elos tradicionalmente estabelecidos de negociação entre patrão e empregado. A clássica teoria marxista-leninista de troca natural de bens: uma pessoa “A” tem cinco sacas de cereais e uma pessoa “B” tem cinco pares de sapatos, e a troca natural sem dinheiro é quando eles negociam entre si, e apenas com a introdução da terceira “C”, um completo terceiro alienígena, estranho, que diz: “Não dê a ele as cinco sacas de cereal. Dê-as a mim. E você me dê seus cinco pares de sapatos e eu distribuirei de acordo.”
Então a economia irá...(balançar) Esta é a morte da troca natural, a morte da negociação natural.
Bem, os sindicatos foram estabelecidos há cem anos. O objetivo era melhorar as condições de trabalho e proteger os direitos dos trabalhadores daqueles patrões que estavam abusando de seu direito porque tinham mais dinheiro. Objetivamente, naquela época, inicialmente o movimento dos sindicatos funcionou de fato. O que vemos agora é que o processo de negociação não está mais resultando no acordo que leva diretamente à melhora de condições de trabalho e aumento de salário. O que vemos é que após cada greve prolongada os trabalhadores perdem. Mesmo que tenham aumento de dez por cento em seus salários eles não conseguem recuperar por causa da inflação e do tempo perdido. Mais que isso! Milhões de pessoas sofrem com aquela greve porque agora a economia é interdependente, está entrelaçada como um único corpo. Se antes os siderúrgicos, digamos cem anos atrás, poderiam entrar em greve, ninguém sofreria. Agora e impossível. Se um lixeiro entra em greve hoje, o resto da cidade de milhões fica fedendo. Quer dizer, faltará o serviço. Em Quebec, por exemplo, os eletricistas [eletricitários] entraram em greve no meio do inverno! Você pode congelar seu traseiro, e ainda assim eles estavam em greve. Eles recuperaram o salário? Não! Eles perderam! Quem ganhou com isto? Os líderes do sindicato. Qual é o motivo da greve? Melhorar as condições do trabalhador? Não! Óbvio que não é! Então qual é? I-de-o-lo-gia! Prá mostrar prá esses capitalistas! E a horda obediente de trabalhadores, como ovelhas, seguem essa gente, e não podem desobedecer. Por quê? Porque se desobedecerem, você sabe o que acontece com eles. Piquetes! Assassinatos! Caminhoneiros baleados! ... por piqueteiros. Em Montreal, por exemplo, vi quando fui correspondente da CBC, Canadian Broadcasting Corporation Internacional, quando trabalhadores de uma fábrica de aeronaves destruíram computadores e equipamentos na fábrica e a administração contratou fura-greves seus carros foram virados de ponta-cabeça e queimados. Suas casas foram queimadas! Seus filhos foram intimidados e houve vítimas, disto vocês podem ter certeza. Por quê? Prá melhorar as condições dos trabalhadores? Não! Ideologia! OK, isto é o que basicamente acontece.
Pode ou não acontecer sem a ajuda da URSS, mas as tendências naturais estão sendo bastante aproveitadas e exploradas pelos sistemas de propaganda soviéticos.
Como? Sempre que um sindicato entre de greve, temos um influxo de propaganda, mídia de massa, disseminação ideológica. O direito dos trabalhadores! E repetimos como papagaios: “Sim, o direito dos trabalhadores.” Direito de quem? Dos trabalhadores? Não! A única liberdade do trabalhador – vender o seu trabalho de acordo com seu próprio desejo e vontade – é tirada dele! Por quem? Pelo chefe do sindicato. Poder ilimitado é dado. Responsabilidade. Quero vender meu trabalho, não por 2,50 a hora, mas por 2,00. Eu não tenho o direito! Minha liberdade é negada a mim. Eu sei que se eu vender meu trabalho por 2,00 a hora e não por 3,00 eu concorrerei melhor com o outro cara, que é preguiçoso, e mais ambicioso. Eu não preciso de 3,00! Preciso apenas de 2,00. Não! Fui forçado a acreditar pela mídia, pelas empresas, por agências publicitárias que eu preciso de mais e mais e mais! Já viram algum comercial na TV prá consumir menos? Não! De jeito nenhum! Se você precisa de um carro de seis cilindros ou não, você tem que comprar, e anda logo! Quando eu estava dirigindo para cá, na estação de rádio local um locutor empolgado disse “Você, corra e economize, economize, economize! Tem uma liquidação de meia-calça!” Economize... comprando mais! Claro, claro! Seria muito ingênuo esperar que a KGB obrigasse a agência publicitária a fazer uma propaganda maluca dessas. Não, claro que não! Mas o que fazíamos quando eu trabalhava para a Novosti nós atolávamos editoras, organizações estudantis, grupos religiosos com literatura de luta de classes, se não diretamente com propaganda marxista-leninista, então propaganda de aspirações legítimas da classe operária: melhoria de vida, igualdade... Igualdade! Veja só! O Presidente Kennedy uma vez disse “Minha gente, vamos fazer a América acreditar que as pessoas nascem iguais!” As pessoas nascem iguais? Há alguma menção na Bíblia ou em alguma outra escritura sagrada em qualquer religião? Qualquer religião! Se não acredita em mim, vá para a biblioteca e xeque. Não há uma única palavra sobre igualdade! Mas o oposto: Por seus feitos, Deus te julgará! O que você FAZ é importante, o mérito da sua personalidade. Você não pode legislar igualdade.
Se você quer ser igual, você TEM que ser igual! Você tem que merecer. E ainda assim nós construímos nossa sociedade sobre o principio de igualdade. Você diz “as pessoas são iguais.” Você sabe que é falso, é uma mentira! Algumas pessoas são altas e burras, outras são baixas, carecas e inteligentes. Se nós as fazemos iguais à força, se colocarmos o princípio de igualdade na base de nossa estrutura sócio-política é o mesmo que construir uma casa na areia. Cedo ou tarde ela vai desmoronar, e é exatamente o que acontece.
E nós propagandistas soviéticos estamos tentando empurrar vocês na direção em que vocês vão sozinhos: “Igualdade, sim! Igualdade! As pessoas são iguais!” Terra das oportunidades iguais! É verdade ou não? Pense bem! Oportunidades iguais. Deve haver oportunidades iguais? Prá mim? E para um safado preguiçoso que vem para cá vindo de outro país e IMEDIATAMENTE se registra como recipiente, beneficiário de seguro? Eu nunca recebi um único dól... – Não, desculpe – Eu recebi uma vez. Mas eu nunca requeri seguro. Por treze anos eu aceitava qualquer emprego: segurança, jornalista, taxista, qualquer coisa!
Link para assistir ao vídeo desta PARTE III:
Continua na PARTE IV

domingo, 18 de janeiro de 2009

PALESTRA: Tomas Schuman (Yuri Bezmenov) - PARTE II

Vídeo 2/7
Uma geração. Um tempo de vida de uma pessoa, de um ser humano, que é dedicado a estudar, a formar a mentalidade, ideologia, personalidade. Não mais, não menos. Normalmente leva de quinze a vinte anos. O que inclui? Inclui: Influenciar, ou... – por vários métodos: infiltração, métodos de propaganda, contatos diretos, não importa muito, vou descrevê-los depois – várias áreas onde a opinião pública é formada ou moldada.
Religião, sistema educacional, vida social, administração, sistema fiscalizador legal, militar, é claro, e relações de trabalho (trabalhador) – patrão, economia, OK? Cinco áreas. Não vou escrever porque não vamos ter espaço suficiente. Às vezes quando descrevo todos os métodos alunos me perguntam “Você tem certeza de que isso é o resultado da influência soviética?” Não necessariamente. Veja, a tática da subversão sobre a qual estou falando é similar à arte marcial, a arte marcial japonesa. Se alguns de vocês estão familiarizados com esta tática, provavelmente vão lembrar que se um inimigo é maior, mais pesado que você, seria muito doloroso resistir a seu golpe direto. Se uma pessoa mais pesada quer me acertar no rosto, seria muito ingênuo e contra produtivo eu para seu golpe. A arte chinesa e japonesa do judô nos diz o que fazer. Primeiro evitar o golpe, e então agarrar o punho e continuar seu movimento na direção em que estava antes. Certo? Até que o inimigo bata na parede. Viu? Então... o que acontece aqui... O país-alvo obviamente faz algo errado. Se é uma sociedade livre, democrática, há vários movimentos diferentes dentro da sociedade.
Há, obviamente, em toda sociedade, pessoas que são CONTRA a sociedade. Podem ser criminosos comuns, em discordância com a política estatal, inimigos declarados, simples personalidade psicóticas que são contra tudo... Certo? E, finalmente, há o pequeno grupo de agentes de uma nação estrangeira comprados, subvertidos, recrutados. Certo? No momento em que todos estes movimentos estiverem direcionados em uma direção, - certo? – esta é a hora de agarrar este movimento e continuá-lo até que o movimento force a sociedade inteira ao colapso, à crise, certo?
Então esta é exatamente a tática da arte marcial. Não paramos um inimigo, nós o deixamos ir, AJUDAMOS ele a ir na direção em que nós queremos que eles vão. OK?
Então, na etapa de desmoralização, obviamente há tendências em cada sociedade, em cada país, que estão indo na direção oposta dos princípios e valores morais básicos. Tirar vantagem destes movimentos, faturar em cima deles é o maior propósito do originador da subversão.

Então nós temos:

1. Religião;
2. Educação;
3. Vida social;
4. Estrutura de poder;
5. Relações de trabalho – sindicatos;
6. Lei e ordem.

Estas são as área de aplicação da subversão. O que significa exatamente?

Religião: Destrua-a. Ridicularize-a. Substitua-a por várias seitas, cultos, que leva a atenção das pessoas, a fé, seja ela ingênua, primitiva... não importa muito – desde que o dogma religioso basicamente aceito seja erodido devagar e levado para longe do propósito supremo da religião, - manter as pessoas em contato com o Ser supremo – isto serve ao propósito. Logo, substitua as organizações religiosas aceitas, respeitadas, por organizações fajutas. Distraia a atenção das pessoas da fé real e atraia-as a várias fés diferentes.

Educação: Distraia-os de aprender algo que seja construtivo, pragmático, eficiente. Ao invés de matemática, física, línguas estrangeiras, química, ensine-os a história do conflito urbano, comida natural, economia doméstica, sua sexualidade, qualquer coisa, desde que te afaste, OK?

Vida social: Substitua as instituições e organizações tradicionalmente estabelecidas por instituições fajutas. Tire a iniciativa das pessoas, tire a responsabilidade das ligações naturalmente estabelecidas entre indivíduos, grupos de indivíduos e a sociedade como um todo e substitua-os por órgãos artificialmente e burocraticamente controlados. Ao invés de vida social e amizade entre vizinhos, estabeleça instituições de assistentes sociais. Pessoas que estão na folha de pagamento de quem? Sociedade? Não. Burocracia. A principal preocupação dos assistentes sociais não é a sua família, não é você, não é a relação social entre grupos de pessoas. A preocupação principal é pegar o contracheque do governo. Qual será o resultado do serviço social deles? Não importa realmente. Eles podem desenvolver todo tipo de conceitos para mostrar pro governo e para o povo que eles são úteis. OK. Pra longe dos elos naturais.

Estrutura de poder: Os órgãos naturais de administração que tradicionalmente ou são eleitos pelo povo em geral ou indicados pelos líderes eleitos da sociedade são substituídos ativamente por órgãos artificiais. Órgãos de pessoas, grupos de pessoas que ninguém elegeu, jamais! Na verdade, a maioria das pessoas não gosta deles de jeito nenhum, mais ainda assim eles existem. Um destes grupos é a mídia. Quem os elegeu? Como pode eles terem tanto poder? Poder quase monopolista sobre a sua mente! Eles podem violentar sua mente! Mas quem os elegeu? Como pode... Eles são... eles têm ousadia de dizer o que é bom ou ruim para o Presidente – eleito por vocês – e seu governo. Quem diabos são eles?! Spiro Agnew, que era odiado pela esquerda liberal, os chamou de “tropa de esnobes despudorados” e é exatamente o que são. Eles acham que sabem. Não sabem! O nível de mediocridade! Em grandes estabelecimentos como New York Times, Los Angeles times, grandes redes de televisão, você não tem que ser um jornalista excelente. Você tem que ser exatamente um jornalista medíocre. Você tem sua bela e boa renda: cem mil dólares por ano. E pronto. Se você é melhor ou pior, não importa mais, desde que você sorria pra câmara e faça seu trabalho. É isso. Não há mais concorrência. Estrutura de poder lentamente é erodida pelos órgãos e grupos de pessoas que não têm nem qualificação, nem a vontade do povo para mantê-los no poder, e ainda assim eles têm poder. OK.
Junto com isto há outro processo.

Fiscalização, lei e ordem: a organização está sendo erodida. Nos últimos vinte, vinte e cinco anos se você ver os filmes antigos e os filmes novos, você verá que nos filmes novos um policial, um oficial do exército americano parece burro, raivoso, psicótico, paranóico. E o criminoso parece legal, tipo... bem... Ele fuma maconha e injeta a droga qualquer... mas basicamente ele é um ser humano bonzinho. Ele é criativo. E ele é improdutivo só porque a sociedade o oprime, enquanto um general do Pentágono é sempre por definição um burro, um maníaco guerreiro. O policial é um porco. Um policial rude, ele abusa do poder. Sabe? Uma generalidade... uma generalização como esta. O ódio, a desconfiança para com as pessoas que devem te proteger e fazem cumprir a lei e a ordem. Relativismo moral.
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Continua na PARTE III

sábado, 17 de janeiro de 2009

PALESTRA: Tomas Schuman (Yuri Bezmenov) - PARTE I

Tomas Schuman, nome adotado depois da deserção da extinta União Soviética é, na realidade, Yuri Alexandrovitch Bezmenov, ex-agente de propaganda da KGB.

A palestra foi realizada na Summit University em Los Angeles, em 1983, e trata das estratégias e táticas aplicadas pela União Soviética em países-alvo visando a implantação do comunismo no planeta. Você não precisa se preocupar com a data e o tempo transcorrido, pois o seu conteúdo permanece mais atual do que nunca. Você mesmo comprovará isso lendo os textos que foram divididos em sete partes seguindo a divisão dos vídeos.

É muito importante que você leia os textos e assista aos vídeos no YouTube. Eles não são uma relíquia para que você possa entender mais sobre a Guerra Fria. Não!!! Eles explicam o que vem ocorrendo no mundo nas últimas décadas, e que continuará ocorrendo nas próximas. Então, se você quer entender o que ocorre ao seu redor, sugiro que faça um esforço intelectual e um pequeno investimento de tempo. Garanto que não se arrependerá.

Boa leitura!

Tomas Schuman (Yuri Bezmenov) L.A. 1983 pt. III
Soviet Defector from Novosti Press KGB Propaganda Expert

Vídeo 1/7
Subversão é o termo, se você olhar no dicionário ou código penal deste assunto normalmente explicado como uma parte de uma atividade para destruir coisas como religião, governo, sistema, sistema político, econômico de um país, e normalmente é ligado a espionagem e coisas românticas como explodir pontes, descarrilar trens, atividade capa e espada estilo Hollywood.
Quando... O que vou falar a respeito agora não tem absolutamente nada a ver com o clichê de espionagem ou a atividade de coletar informação. Então o maior erro ou conceito errado, eu acho, é que quando estamos falando de KGB, por alguma razão estranha, de produtores de Hollywood a professores de ciência política e (aspas) “especialistas” em assuntos soviéticos, - kremlinólogos, como se autodenominam – eles acham que a coisa mais desejável para Andropov e toda a KGB é roubar o esquema de algum jato supersônico trazer de volta prá União Soviética e vender para o complexo industrial militar soviético.
É apenas em parte verdadeiro. Se tomarmos todo o tempo, dinheiro, e mão-de-obra que a União Soviética e a KGB em particular gasta fora das fronteiras da URSS descobriremos – claro que não há estatísticas oficiais ao contrário da CIA ou FBI – que a espionagem como tal ocupa apenas dez a quinze por cento do dinheiro, tempo e mão-de-obra. Quinze por cento da atividade da KGB. Os oitenta e cinco por cento restantes são sempre subversão. E ao contrário de um dicionário de inglês, - dicionário Oxford – subversão na terminologia soviética significa sempre uma atividade distratora e agressiva visando a destruir o país, nação ou área geográfica do seu inimigo. Então não há românticos lá, de forma alguma. Nada de explodir pontes, nada de microfilmes em latas de Coca-Cola, nada desse tipo! Sem nonsense James Bond!
A maior parte... Esta atividade é aberta, legítima e facilmente observável se você se der ao tempo e trabalho de observá-la, mas, de acordo com a lei, e sistemas fiscalizadores da civilização ocidental, não é crime! Exatamente por causa do conceito errado, manipulação de termos. Nós achamos que o subversor é uma pessoa que vai explodir nossas lindas pontes! Subversor é um estudante que vem para intercâmbio, um diplomata, um ator, um artista, um jornalista, como eu – fui – há dez anos.
Bem, subversão é uma atividade que é uma via de duas mãos. Você não pode subverter um inimigo que não quer ser subvertido. Se vocês conhecem a história do Japão, por exemplo... Antes do século XX o Japão era uma sociedade fechada. No momento em que um barco estrangeiro chega às margens do Japão o exército imperial japonês educadamente os mandava sumir. E se um vendedor americano chega às margens do Japão, digamos uns sessenta, setenta anos atrás, e diz “Oh, eu tenho um aspirador de pó muito lindo pra você! sabe, com um bom financiamento...”. “Por favor, deixe-nos. Não precisamos do seu aspirador.” Se não forem embora, eles atiram. Para preservar sua cultura, ideologia, tradição, valores, intactos. Você não foram capazes de subverter o Japão. Vocês não podem subverter a União Soviética, porque as fronteira estão fechadas, a mídia é censurada pelo governo, a população é controlada pela KGB e polícia interna. Com todas as lindas figuras lisas da revista TIME e Magazine América, que é publicada pela embaixada americana em Moscou você não pode subverter os cidadãos soviéticos porque a revista nunca CHEGA aos cidadãos soviéticos. Ela é coletada das bancas e jogada na lata de lixo.
A subversão só pode ser bem sucedida quando o iniciador, o ator, o agente da subversão tem um alvo que responde. É um tráfego de mão dupla. Os EUA são um alvo receptivo de subversão. Não há resposta similar àquela dos EUA à União Soviética. Ela pára em algum lugar no meio do caminho, nunca chega aqui.
A teoria da subversão remonta a dois mil e quinhentos anos atrás. O primeiro se humano que formulou as táticas de subversão foi um filósofo chinês chamado Sun Tsu. Foi um conselheiro para várias côrtes imperiais na China antiga. E ele disse – após longa meditação – que para implementar... Para implementar política estatal de uma maneira belicosa é o mais contra produtivo, bárbaro e ineficiente lutar num campo de batalha.
Vocês sabem que a guerra é a continuação da política estatal, certo? Então se você quer implantar com sucesso sua política estatal e começa a lutar, esta é a maneira mais idiota de fazer. A mais alta arte da guerra é não chegar a lutar. Mas subverter qualquer coisa de valor no país do seu inimigo até o momento em que a percepção da realidade do seu inimigo deteriora a ponte de ele não perceber você como um inimigo e que o seu sistema, a sua civilização e suas ambições parecem ao seu inimigo uma alternativa se não desejável, então ao menos factível. “Antes vermelho que ser morto.” Esse é o propósito final, a etapa final da subversão, após o qual você pode simplesmente dominar seu inimigo sem disparar um tiro... se a subversão for bem sucedida. Isto é basicamente o que a subversão é.
Como vocês podem ver, nenhuma menção a explodir pontes. Claro que Sun Tsu não sabia muito sobre explodir pontes. Talvez não houvesse tantas pontes naquela época.
Mas... o básico da subversão está sendo ensinado a todo aluno da escola da KGB na URSS e a oficiais de academias militares. Eu não sei se o mesmo autor está incluído na lista de leituras para oficiais americanos sem falar de estudantes comuns de ciência política. Eu tenho dificuldade de achar a tradução de Sun Tsu na biblioteca universitária em Toronto e depois aqui em Los Angeles, mas é um livro que não está “disponível”; ele é FORÇADO pra todo estudante na URSS. Todo estudante que se pensa que lidará mais em sua carreira com estrangeiros.
O que é subversão?
Basicamente consiste de quatro períodos, temporalmente. Se começarmos aqui e formos neste sentido no tempo... certo? Aqui é o ponto inicial. A primeira etapa da subversão é o processo chamado basicamente desmoralização. Fala por sí o que é.

Desmoralização
Leva, digamos, de quinze a vinte anos para desmoralizar uma sociedade. Por que quinze ou vinte anos? Esse é o tempo suficiente para educar uma geração de estudantes, ou crianças.

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sábado, 10 de janeiro de 2009

1984

Título original: Nineteen Eighty-Four
Autor: George Orwell (1903-1950)
Tradução: Wilson Velloso
Assunto: Romance (Distópico) – Literatura estrangeira
Editora: Companhia Editora Nacional
Edição: 29ª
Ano: 2005
Páginas: 320

Sinopse: “1984” é um romance escrito por Eric Arthur Blair sob o pseudônimo de George Orwell e publicado em 8 de junho de 1948. A obra retrata o cotidiano numa sociedade totalitária onde as liberdades são estritamente limitadas pelo Estado sempre onipresente, com capacidade de alterar a história e o idioma, de oprimir e torturar o povo com objetivo de manter sua estrutura inabalável.
A trama se passa na Pista n.º 1, o nome da Inglaterra sob o regime totalitário de Big Brother (Grande Irmão) e sua ideologia Ingsoc (socialismo inglês), e conta a história de Winston Smith, um funcionário do Ministério da Verdade (em Novilíngua: Miniver) um órgão que da informação pública do governo. Os funcionários do Ministério da Verdade são responsáveis, ironicamente, pela falsificação de documentos e qualquer artigo que possa servir de referência ao passado de forma que ele seja sempre condizente com o que o Partido diz ser verdade atualmente. Por essa lógica, o Partido é infalível, pois nunca erra. A ironia está exatamente no fato do Ministério da Verdade, onde Winston trabalha, ser responsável pelas mentiras.
Diariamente, os cidadãos devem parar o trabalho por dois minutos e se dedicar a atacar histericamente o traidor foragido Emmanuel Goldstein (Trotsky) e, em seguida adorar a figura do Big Brother.

Análise da obra:
O livro representa uma gigantografia do mal, do absolutismo encarnado no comunismo stalinista, justamente no momento em que este está em seu apogeu, com efeitos caricaturais apresentados de forma magistral. O chefe do Estado, o Big Brother (cuja imagem surge em todas as partes, mas que ninguém jamais viu pessoalmente). O “Partido” é um grupo que se mantém no poder por meio de métodos semelhantes aos aplicados pelo comunismo de Lênin, Stálin e Mão Tse-tung. Poder-se-ia incluir também o nazismo de Adolf Hitler.
Os ministérios são as principais representações do Partido, e encarregados, cada um, de manter a harmonia e a ideologia do Partido.
O “Ministério do Amor” é o responsável pela espionagem e controle da população. São eles que cuidam de quem se coloca contra o Partido, julgando e torturando. Para eles não basta eliminar a oposição, têm que convertê-la.
O “Ministério da Fartura” é o responsável pela fome. Divulgando seus boletins de produção exagerados fazendo toda a população achar que o país vai muito bem. Uma espécie de "Nunca nêfte paíf..."
O “Ministério da Verdade”, com seus funcionários onipotentes, esvaziam inteiramente os súditos não apenas da liberdade, mas de qualquer consistência humana. Os cidadãos tornam-se verdadeiros escravos do sistema, dispostos às mais abomináveis traições para servir ao Estado. Os dois minutos de ódio impostos diariamente aos cidadãos da Oceania eram a recuperação de dois instintos agressivos do povo, que amará tanto mais o Big Brother quanto mais detestar Emmanuel Goldstein (Trotsky).
O “Ministério da Paz” é o responsável pela Guerra, outra ironia. Mantendo a Guerra contra os inimigos da Oceânia, no caso Lestásia ou Eurásia. A Guerra no contexto do livro é usada de forma permanente para manutenção dos ânimos da população num ponto ideal. Uma forma de dominio também.
A Novilíngua é um idioma fictício criado pelo governo hiper-autoritário na obra. A novilíngua era desenvolvida não pela criação de novas palavras, mas pela “condensação” e “remoção” delas ou de alguns de seus sentidos, com o objetivo de restringir o escopo do pensamento. Uma vez que as pessoas não pudessem se referir a algo, isso passaria a não existir. Assim, por meio do controle sobre a linguagem, o governo seria capaz de controlar o pensamento das pessoas, impedindo que idéias indesejáveis viessem a surgir.
Não se deve confundir Novilíngua com simples tabu a respeito de palavras. A idéia aqui consiste em restringir as possibilidades de raciocínio, não o simples proibir a menção a coisas, fatos ou pessoas indesejáveis.
Ao contrário de outras línguas, onde cada vez mais são anexadas novas gírias e conceitos, a novilíngua retira termos, como antônimos e sinônimos. Entre os exemplos citados no livro, se algo é “bom”, não é necessário existir a palavra “mau”, simplesmente seria “inbom”, sendo o prefixo “in” característica antonímia da palavra. Também não é necessário existir o “ótimo” ou melhor que bom, seria simplesmente “plusbom”. Se fosse melhor ainda, seria “dupliplusbom”. Outra característica básica da novilíngua é o fato de não representar pensamentos errados ou como chamadas “crimeidéias”, afinal, se não era possível definir algo, se esse algo não existisse.
O duplipensar é algo diabólico. Consiste na duplicidade de pensamentos, isto é saber que está errado e se convencer que está certo, algo do tipo “inconsciência é ortodoxia”.
A crimidéia representa o crime ideológico manifestados por pensamentos ilegais. Algo muito parecido com lei homofóbica que está tramitando no congresso e que o governo do PT tem o maior interesse na sua aprovação.
Transposto do plano da fantasia ao da reflexão conceitual, 1984 revela-se uma esplêndida representação de um sistema que comporta a destruição dos maiores valores humanos, que termina transformando o homem numa larva que se move do nada para o nada.
‘1984′ não é apenas mais um livro sobre política, mas uma metáfora do mundo que estamos inexoravelmente construindo. Invasão de privacidade, avanços tecnológicos que propiciam o controle total dos indivíduos, destruição ou manipulação da memória histórica dos povos já fazem parte da realidade. Se essa realidade caminhar para o cenário antevisto em ‘1984′, o indivíduo não terá qualquer defesa. Aí reside a importância de se ler Orwell, porque seus escritos são capazes de alertar as gerações presentes e futuras do perigo que correm e de mobilizá-las contra a comunização do mundo.
No Brasil este processo já se encontra implantado nas escolas públicas cuja ideologia marxista-comunista acha-se difundia por todo o território nacional. Um número cada vez maior de professores e autores de livros didáticos, adeptos de uma corrente pedagógica que defende a instrumentalização do ensino para fins político-ideologicos, vem-se utilizando de suas aulas e de suas obras para doutrinar ideologicamente os estudantes com vistas na formação e propagação de uma mentalidade social favorável aos partidos e organizações de esquerda.

Conclusão:
O romance é considerado uma das mais citadas distopias literárias. Nele é retratada uma sociedade onde o Estado é onipresente, com a capacidade de alterar a história e o idioma, de oprimir e torturar o povo e de travar uma guerra sem fim, com o objetivo de manter a sua estrutura inabalada. Portanto, cuidado com o terceiro mandato.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

A GRANDE FARSA DO AQUECIMENTO GLOBAL (FINAL)

Vídeo 9:

No mês passado, a campanha do aquecimento global o governo dos Estados Unidos, o outrora símbolo de resistência sucumbiu. George Bush é agora um aliado. Governos de todo o ocidente têm agora abraçado a causa pela necessidade de acordos internacionais para a retração das atividades industriais, tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento. Mas qual é o custo real disso tudo?
Paul Driessen é um ex-ativista do movimento ecológico.

Paul Drisessen:
Minha grande preocupação com o aquecimento global é que as políticas adotadas para supostamente preveni-lo estão tendo um efeito desastroso entre os povos mais pobres do globo.

As pessoas da campanha do aquecimento global dizem que não há problema em optar pela via segura; mesmo que a teoria da mudança climática antropogênica esteja errada, devemos impor medidas draconianas para diminuir emissões de carbono, por via das dúvidas. Eles chamam isto de princípio preventivo.

Paul Driessen:
O princípio preventivo é uma selvageria bem interessante. É basicamente usado para promover uma agenda ideológica particular, sempre se usa em uma única direção. Fala-se sobre os riscos de se usar uma tecnologia em particular, combustíveis fósseis por exemplo, mas nunca dos riscos de não usá-la. Nunca se fala dos benefícios de se ter essa tecnologia.

Anne Mougeula está cozinhando uma refeição para seus filhos. Ela é uma entre 2 bilhões de pessoas, quase um terço da população mundial, que não têm acesso à eletricidade. Ao invés disso, precisam queimar madeira ou fezes animais ressecadas em suas casas. A fumaça interna que isto cria é a forma de poluição mais fatal em todo o mundo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde quatro milhões de crianças abaixo de cinco anos morrem todo ano por doenças respiratórias causadas por fumaça acumulada dentro de casa, e muitos milhões de mulheres morrem precocemente de câncer e doenças do pulmão pela mesma razão.

James Shikwati (Economist & Author):
Se você pedir a uma pessoa do campo para definir “desenvolvimento”, eles lhe dizem: “Eu saberei que passei para o próximo nível quando tiver eletricidade”. De fato, não ter eletricidade cria uma cadeia tão longa de problemas pois a primeira coisa da qual se sente falta é da luz. Então é preciso dormir mais cedo porque não há luz, não há razão alguma para ficar acordado, quero dizer, não se pode conversar um com o outro na escuridão. Nada de refrigeração ou embalagens modernas... significa que a comida não pode ser armazenada. O fogo na cabana gera muita fumaça e consome muita madeira para que possa ser usado como aquecimento. Não há água quente. Nós do Ocidente não podemos imaginar como a vida é dura sem eletricidade. A expectativa de vida de pessoas que vivem assim é muito baixa. Sua existência é empobrecida por todas as formas.

Há poucos quilômetros dali, a ONU está realizando sua conferência sobre o Aquecimento Global em seu quartel general protegido e luxuoso. Lojas de presentes estão vendendo souvenirs da vida camponesa enquanto os delegados discutem como promover o que são descritas como “formas sustentáveis de geração de energia elétrica”. A África tem carvão e petróleo, mas grupos ecologistas fazem campanhas contra o uso dessas formas de energia. Eles dizem, contudo, que a África e o resto do mundo subdesenvolvido deveriam usar energias solar e eólica. Em uma breve saída de Nairóbi, encontramos o primeiro painel solar. Um funcionário da saúde pública queniana levou-nos a uma clinica que atende diversas comarcas. As únicas peças elétricas na clínica são as lâmpadas e uma geladeira na qual se mantêm vacinas, medicamento e amostras sangüíneas. Eletricidade é fornecida por dois painéis solares.

Diálogo na clínica: (Entre o repórter e o médico Dr. Samuel Morangui responsável pelo posto de saúde na periferia de Nairóbi):
- O que você consegue efetivamente?
- Iluminação.
- O que acontece quando você liga as luzes e a geladeira? Conte-nos, o que acontece? Um alarme soa?
- Sim.
- Podemos ver isso?
(o Dr. Samuel liga a geladeira e as luzes: soa o alarme)

Os painéis solares permitem ao Dr. Samuel Morangui a usar ou suas luzes, ou sua geladeira, mas não ambos simultaneamente. Se ele tentar, a energia cai.

James Shikwati (Economist & Author):
Notoriamente não podemos confiar nas energias solar e eólica como fonte de eletricidade e elas são pelo menos três vezes mais caras que as formas convencionais de geração elétrica.
A pergunta deveria ser: quantas pessoas na Europa, quantas pessoas nos EUA, já usam esse tipo de energia, e quanto sai para eles, veja bem: se é cara para os europeus, se é cara para os americanos, e nós estamos falando dos pobres da África isso não faz nenhum sentido. Os países ricos podem pagar pela luxuosa empreitada de experimentar com outras formas de energia mas para nós, nós ainda estamos no estagio de sobrevivência.

Para o ex-ecologista Paul Driessen, a idéia de que as pessoas mais pobres do mundo deveriam ser restringidas a usar as formas mais caras e ineficientes de geração elétrica no mundo é o aspecto moralmente mais repugnante da campanha do aquecimento global.

Paul Driessen:
Deixe-me clarificar algo da melhor forma possível: se nós dissermos ao Terceiro Mundo que eles podem apenas usufruir das energias solar e elétrica, o que estamos realmente lhes falando é: “Vocês não podem ter eletricidade”.

James Shikwati (Economist & Author):
O desafio que temos, quando encontramos ecologistas ocidentais que nos imputam o engajamento no uso de painéis solares e de energia eólica, é: como podemos industrializar a África, porque eu não vejo como um painel solar pode alimentar uma indústria siderúrgica. Como um painel solar, veja bem, conseguirá alimentar talvez uma rede ferroviária. Pode funcionar, talvez, para alimentar um pequeno aparelho de rádio.

Patrick Moore (Co-founder, Greenpeace)
Eu acredito que um dos aspectos mais perniciosos do movimento ecologista moderno é a romantização da vida camponesa e a idéia de que as sociedade industriais são as destruidoras do mundo.

James Shikwati (Economist & Author):
Algo evidente que surge de todo esse debate ecologista é que existe alguém interessado em matar o sonho africano e o sonho africano é de desenvolver.

Patrick Moore (Co-founder, Greenpeace)
O movimento ecologista tornou-se a mais intensa corrente a impedir o desenvolvimento nos países subdesenvolvidos.

James Shikwati (Economist & Author):
Têm-nos dito: não usem os seus recursos, não usem o seu petróleo, isso é suicídio.

Patrick Moore (Co-founder, Greenpeace)
Eu acredito que é legítimo chamá-los de anti-humanos como “sim, você não tem que achar que humanos são melhores que baleias ou melhores que os burros, ou o que quer que seja, certo?”. Mas certamente não é uma boa idéia considerar os humanos como uma espécie de escoria você sabe, tudo bem em haver centenas de milhares deles ficando cegos, ou morrendo. Eu simplesmente não posso aceitar isso.

A teoria do aquecimento global antropogênico está atualmente tão profundamente arraigada, as vozes da oposição tão eficientemente silenciadas, que ela parece invencível, intocada por qualquer prova em contrário, não importando quão forte tal prova seja. O alarde do aquecimento global está atualmente além da razão.

Ainda haverá pessoas que acreditam que isso é o fim do mundo, particularmente quando você tem, por exemplo, o secretário da ciência no Reino Unido dizendo às pessoas que, no fim do século, o único lugar habitável em toda a Terra será a Antártica. E poderemos, a humanidade poderá sobreviver graças a alguns casais férteis que se mudaram para a Antártica. Isso seria hilário se na realidade não fosse algo tão triste.
Creditos:
Transcrição: Geekette and Eduard
Sincronia: Yonderboy
Tradução: Comunidade Olavo de Carvalho
Distribuição: Ramos Liquidificapum
Transcrição das legendas: Anatoli Oliynik

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A GRANDE FARSA DO AQUECIMENTO GLOBAL - PARTE VIII

Vídeo 8

Professor Paul Reiter:
A epidemia de malária mais devastadora foi nos anos 20 na União Soviética: houve algo como 13 milhões de casos por ano e algo como 600.000 mortes, uma tremenda catástrofe que atingiu até o Circulo Ártico. Arkhangelsk [Archangel] teve 13 mil casos e cerca de 10 mil mortes. Então não é uma doença tropical. Contudo, essas pessoas da fraternidade do aquecimento global inventaram a idéia de que a malária vai migrar para o norte.

As estórias assustadoras de clima não podem ser devidas unicamente em viés ou incompetência jornalísticas. De acordo com o professor Reiter, os alarmes histéricos têm sido encorajados pelos relatórios do IPCC da ONU. A respeito da difusão da malária, o IPCC nos adverte de que: “As espécies de mosquito que transmitem a malária não sobrevivem normalmente onde a temperatura média do inverno cai abaixo de 16 a 18º C”. De acordo com o professor Reiter isso é evidentemente falso.

Professor Paul Reiter:
Eu fiquei horrorizado ao ler o segundo e o terceiro relatórios de avaliação porque havia tanta desinformação, sem nenhum tipo de registro e praticamente sem menção à literatura científica, à verdadeira literatura científica, escrita por especialistas nessas áreas.

Em uma carta ao Wall Street Journal, p professor Frederick Seitz, da Academia Nacional de Ciências dos EUA, revelou que os funcionários do IPCC têm censurado os comentários dos cientistas. Ele disse que: “Esse relatório não é a versão que foi aprovada pelos cientistas colaboradores”. Pelo menos 15 seções importantes do capítulo de ciência foram apagadas. Elas incluíam declarações como: “Nenhum dos estudos citados demonstrou evidências claras que possamos atribuir às mudanças climáticas o aumento em gases do efeito estufa.” “Nenhum estudo até hoje atribuiu com certeza total ou parcial as mudanças climáticas observadas à causas humanas.” O professor Seitz concluiu: “Eu nunca testemunhei uma corrupção tão terrível dos processos de revisão quanto nos eventos que resultaram nesse relatório do IPCC.”
Em sua resposta, o IPCC não negou ter feito essas remoções: mas disse que não houve desonestidade ou viés no relatório, e que as incertezas sobre a causa do aquecimento global foram incluídas. As mudanças têm sido feitas, ele diz, em resposta aos comentários dos governos, cientistas individuais e organizações não-governamentais.

Professor Paul Reiter:
Quando em me demiti do IPCC eu pensei que aquilo era o fim; mas quando eu vi o esboço final, meu nome ainda estava lá. Eu pedi que fosse removido: Bem, eles disseram que eu tinha contribuído então o nome ficaria ali. Então eu disse: “Não, eu não contribui porque eles não escutaram nada do que eu falei”. Então no final foi uma batalha mas finalmente eu ameacei tomar medidas legais contra eles e eles removeram meu nome, e eu penso que isso acontece muitas vezes; aquelas pessoas que eram especialistas mas não concordavam com a polêmica e se demitiram (e tem vários que conheço) elas simplesmente são postas na lista de autores e se tornaram parte desses 2.500 maiores cientistas do mundo.

A pesquisa relacionada ao aquecimento global antropogênico é hoje uma das áreas da ciência mais bem financiadas. O governo americano sozinho gasta mais de 4 bilhões de dólares por ano.
De acordo com o climatologista da NASA, Roy Spencer, os cientistas que se manifestam contra o aquecimento global causado pelo homem têm muito a perder.

Dr. Roy Spencer (Weather Satellite Team leader NASA):
Em geral, é difícil obter financiamento para as propostas de pesquisa devido às posturas que assumimos publicamente, e você vai encontrar bem poucos de nós dispostos a assumir uma posição publicamente porque ela resulta em cortes das verbas de pesquisa. É um processo comum o de que os cientistas que não concordam com a teoria de aquecimento global causado pelo homem devem ter sido pagos pela indústria privada para mentir. Eu ouço isso toda hora: “Você deve estar sendo pago pelas multinacionais”. Infelizmente, como a maioria dos cientistas com quem você fala, eu nunca vi um centavo das multinacionais.

Professor Tim Ball:
Eu sempre sou acusado de ser pago por companhias de óleo e gás. Eu nunca recebi um centavo das companhias de óleo e gás. Eu faço piada de como eu gostaria de que me pagassem pois então eu teria como comprar os produtos delas.

Nigel Calder:
Toda vez que alguém fala que eu sou pago por uma companhia de óleo, eu digo que o gerente do meu banco gostaria que assim fosse.

Não há quase nenhum investimento do setor privado em climatologia e no entanto, se envolver em qualquer projeto de pesquisa que envolva um gigante da indústria, não importa quão pequeno seja, significa ruína para a reputação de um cientista.

Tecnologias modernas alimentadas por gases de efeito estufa.

Patrick Michaels é professor de Ciências Ambientais na Universidade de Virginia. Ele foi chefe do comitê de Climatologia Aplicada na Sociedade Americana de Meteorologia, presidente da Associação Americana de Climatologia do Estado, autor de três livros sobre Meteorologia, e autor e editor do IPCC da ONU. Porém, quando conduziu a pesquisa em que parte foi financiada pela indústria do carvão, viu-se entre aqueles sob ataque de militantes das campanhas pelo clima.

Discurso de um militante:
“As corporações Britânicas estão entre os piores criminosos contra o clima sobre o planeta. A Shell está localizada no Reino Unido, aqui mesmo, em Londres e temos o direito e a obrigação de reestatizá-la, desmontá-la, e fali-la, mandando seus administradores para treinos de reabilitação.”

Mas o debate pautado pela razão não é a única vitima do alarde a respeito das mudanças climáticas. À medida em que a política pública internacional está mirando nas emissões industriais de CO2, os países em desenvolvimento estão vivendo sob a constante pressão de não se desenvolverem.

Discurso de uma militante:
“Eu não sou um especialista acerca do aquecimento global; Eu não sou um cientista, o que eu vou propor agora é um grande pedido de ‘desligue’ é apenas isso: desligue! Desligue tudo o que você não precisa, tudo o que você não estiver utilizando, fazer a diferença é mais fácil do que você pensa.”

Representantes do mundo todo estão indo a Nairobi para uma conferência patrocinada pela ONU com a finalidade de discutir o aquecimento global. Funcionários públicos, membros de ONGs, financiadores de redução de emissão de carbono, jornalistas ambientais e outros, discutirão cada aspecto das mudanças climáticas causadas pelo homem: desde como instalar painéis solares pela África à relação entre o aquecimento global e o machismo. A conferência dura dez dias, o número de participantes passa de 6.000.

Professor John Christy (Dept of Atmospheric Science University of Alabama in Huntsville):
Os bilhões de dólares investidos na climatologia significam que existe um grande circulo de pessoas dependentes desses recursos e elas vão querer a continuidade desses investimentos, é o que acontece em qualquer burocracia.

Nigel Calder:
Onde eu moro, existe no conselho local um oficial de aquecimento global. Há uma fila enorme de pessoas que, de uma maneira ou de outra, foram recrutadas para esse desfile particular.

Lord Lawser:
Qualquer um que se levante e diga: “Ei, espere um minuto, vamos olhar para isso de maneira imparcial racional e atenciosa, e ver o quanto é verdadeiro, o quanto isso se sustenta” será imediatamente execrado.

Cientistas, acostumados com o bom tratamento e com o anonimato no meio acadêmico, repentinamente, se vêem publicamente atacados se eles ousam desafiar e negar a teoria do aquecimento global antropogênico, são desacreditados por grupos ativistas e até mesmo por suas próprias Universidades.

Professor Tim Ball:
Existe um antigo provérbio inglês que diz: “se você se puser em frente ao alvo, atirarão em você”. Então, eu acredito que esteja havendo algo parecido, mas isso está se tornando uma questão muito difícil, obscura e pessoal. Tenho recebido até ameaças de morte e todo tipo de coisas, então eu não estou fazendo isso por causa própria.

Patrick Moore (Co-founder, Greenpeace):
Atualmente, se você não acredita na ladainha acerca das mudanças climáticas, você está numa situação parecida com a de um revisionista do Holocausto. O movimento ecologista é um movimento político ativista, e eles têm se tornado bastante influentes em níveis globais. Todo político tem ciência disso hoje em dia. Esteja você na esquerda, no centro ou na direita, você tem de sair em defesa do meio ambiente.
Continua na Parte IX - Final.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

A GRANDE FARSA DO AQUECIMENTO GLOBAL - PARTE VII

Vídeo 7

Professor Patrick Michaels (Dept of Environmental Sciences University of Virginia):
Colocamos um aumento no CO2 em uma quantia de 1% ao ano tem sido de -,49% ao ano nos últimos dez anos, 0,42% para os dez anos anteriores a esses, 0,43% para os dez anos anteriores a esses, então os modelos têm duas vezes mais aquecimento por radiação estufa entrando neles, conforme se reconhece que ocorreria. Não deveria assustar que eles prevejam mais aquecimento do que está ocorrendo.

Os modelos prevêem qual poderá ser a temperatura em cinqüenta ou cem anos. É uma de suas características peculiares que essas previsões climáticas de longo-alcance se mostrem erradas muito tempo depois de as pessoas terem esquecido delas. Como resultado, há o perigo, de acordo com o Prof. Carl Wunsch, de que os modeladores estarão menos preocupados em produzir uma previsão que seja mais precisa do que uma que seja interessante.

Professor Carl Wunsch (Dept of Oceanography Massachusetts Institute of Technology):
Mesmo dentre a comunidade científica, você pode ver, isto é um problema. Se eu simular um modelo complexo e fizer alguma coisa com ele como derreter uma grande quantia de gelo sobre o oceano e nada acontecer, isto não é algo para ser publicado. Mas se eu simular o mesmo modelo e ajustá-lo de modo que algo dramático aconteça com as correntes oceânicas como a interrupção de correntes quentes isso será publicado, as pessoas irão dizer: “Isto é muito interessante” e serão também capturadas pela mídia. Então existirá um viés muito poderoso entre a mídia e a comunidade científica para resultados que são passíveis de dramatizar.
Se tudo se congelará, isso seria uma estória mais interessante que dizer, bem, você sabe, tudo isso oscila entre algumas vezes a ‘mass flocks’ elevar-se em 10%, algumas vezes ela afunda em 20% mas eventualmente ela retorna ao nível normal. Você sabe, qual estória você tiraria disso? Digo, é disso que se trata.

Para o olho destreinado um modelo computacional parece impressionante e com freqüência atribuem-se a especulações bombásticas a respeito do clima a aparência de ciência rigorosa. Eles também fornecem uma fonte ilimitada de estórias espetaculares para a mídia.

Nigel Calder:
A coisa que me impressiona tendo sido jornalista toda a minha vida é como os princípios mais elementares do jornalismo parecem ter sido abandonados no tratamento deste tema.

Na realidade, a teoria do aquecimento global promovido pelo homem fez surgir um tipo de jornalismo inteiramente novo.

Nigel Calder:
Nós inauguramos uma nova geração inteira de repórteres, jornalistas ambientais; agora, se você é um jornalista ambiental e a estória do aquecimento global for posta no lixo, então o seu emprego irá junto. Simples assim, e seus noticiários acabam se tornando mais e mais estriônicos, porque ainda á, felizmente, alguns editores esforçados que irão dizer: “Isto é o que vocês estavam dizendo há cinco anos atrás”. “Ah, mas agora é muito pior, você sabe, haverá um aumento de três metros no nível do mar na terça que vem ou coisa assim...”. Vão ter que ficar cada vez mais e mais histéricos.

Agora isso é comum na mídia por a culpa de cada tempestade ou furacão no aquecimento global, mas existe uma base científica nisso?

Professor Patrick Michaels:
Isto é pura propaganda. Todo livro-texto de meteorologia lhe diz que a principal fonte de distúrbios no clima é a diferença de temperatura entre os trópicos e o pólo, e nos contam que em um mundo mais quente essa diferença diminuirá. Agora, isso que dizer que teremos menos tempestades, teremos menos variação, mas por algum motivo isso não é considerado catastrófico então você diz o contrário.

Noticiários argumentam freqüentemente que mesmo um aumento suave na temperatura global pode levar a um derretimento catastrófico das calotas polares mas o que nos diz a história climática da Terra?

Professor John Christy (Dept of Atmospheric Science University of Alabama in Huntsville)
Temos registros da temperatura da Groenlândia que vem de centenas de anos. A Groenlândia foi muito mais quente. Apenas há uma centena de anos a Groenlândia foi mais quente do que é hoje e mesmo assim, não houve um derretimento dramático.

Professor Philip Stott (Dept of Biogeography University of London):
Mesmo quando falamos de algo como o gelo eterno uma grande parte do gelo eterno (aquela camada de gelo abaixo das florestas russas, por exemplo) há sete ou oito séculos derreteu mais do que qualquer n úmero de que derrete hoje. Em outras palavras é, novamente, um padrão histórico, mas não foi o fim do mundo, foi?

Professor Syun-Ichi Akasofu é líder do Centro de Pesquisa Ártica Internacional (IARC) no Alaska. IARC é o principal instituto de pesquisa ártica no mundo. Professor Akasofu insiste que, através dos anos as calotas estão sempre expandindo e contraindo naturalmente.

Professor Syun-Ichi Akasofu (Director, International Arctic Research Center):
Há relatórios ocasionalmente de grandes pedaços de gelo se soltando e saindo do continente Antártico. Esses movimentos aconteceram todo o tempo mas, agora que temos um satélite podemos detectá-los. É por isso que eles se tornam notícia.

Esses dados, dos satélites meteorológicos da NASA, mostram as imensas expansões e contrações naturais do gelo marinho polar que aconteceram nos anos 90.

Professor Syun-Ichi Akasofu (Director, International Arctic Research Center):
Eu disse em todos os programas de TV que debatiam o aquecimento global que grandes blocos de gelo caem da beirada das geleiras. Bem, as pessoas esquecem que o gelo sempre está se movendo. Os noticiários freqüentemente mostram imagens do gelo se partindo no limite do Ártico o que eles não dizem é que esse é um evento comum no Ártico como as folhas que caem num dia de outono na Inglaterra. Eles me perguntam, eles só vêem o gelo caindo da beirada da geleira: sim, é um evento de primavera que acontece todo ano. A imprensa chega para nós nessa época: “você quer declarar algo sobre o desastre do efeito estufa?”. E eu digo: “não há nenhum desastre”.

‘Climate Change: Britain Under Threat’ BBC

Os programas de televisão alarmistas criaram o medo de vastos maremotos inundando a Inglaterra. Mas o que causa as variações dos níveis do mar? E quão rápido essas mudanças acontecem?

Professor Philip Stott (Dept of Biogeography University of London):
As variações no nível do mar no mundo geralmente são governadas por dois fatores fundamentais: o que chamaríamos de “fatores locais”, a relação do mar com a terra que, por falar nisso, freqüentemente tem a ver com a terra subindo ou descendo e nada a ver com o mar, mas se você fala do que chamamos de variações eustáticas do mar, mudanças mundiais no mar, é através da expansão termal dos oceanos, e nada a ver com o gelo derretendo. E isso é um processo enormemente lento e demorado.

Professor Carl Wunsch (Dept of Oceanography Massachusetts Institute of Technology):
As pessoas dizem: “Ah, eu vi o oceano fazer isso no ano passado, isso significa que algo mudou na atmosfera no ano passado”, e isso não é necessariamente verdadeiro de jeito nenhum, de fato, é bem improvável porque pode levar centenas de milhares de anos para o oceano profundo responder às forças e mudanças que estão acontecendo na superfície.

Também se sugere que um pequeno aumento da temperatura vai causar a difusão para o norte das doenças tropicais letais transmitidas por insetos, como a malária. Mas será isso verdadeiro?

O Professor Paul Reiter do Instituto Pasteur em Paris é reconhecido com um dos maiores peritos mundiais em malária e outras doenças transmitidas por insetos. Ele é membro da Organização Mundial da Saúde, no comitê de conselho de peritos, ele foi chefe de comitê Americano de Entomologia Médica da Sociedade Americana de Medicina Tropical e principal autor do setor de saúde da Avaliação Nacional dos Estados Unidos das potenciais conseqüências da variabilidade climática.

Como o professor Reiter observa imediatamente, os mosquitos se dão bem em temperaturas muito frias. Os mosquitos não são especificamente tropicais.

A maioria das pessoas deveria ver que em regiões temperadas há mosquitos; de fato, os mosquitos são extremamente abundantes no Ártico.
Continua na parte VIII

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

A GRANDE FARSA DO AQUECIMENTO GLOBAL - PARTE VI

Vídeo 6

Estava atraindo a atenção da mídia, resultando em: mais financiamento governamental.

Professor Richard Lindzen:
Antes do Bush mais velho, acho que o nível de financiamento para clima e ciências relacionadas ao clima era algo em torno de US$ 170 milhões por ano, o que é razoável para o tamanho do campo; saltou para US$ 2 bilhões por ano: multiplicado por um fator maior que dez e sim, isso mudou muito digo, muito empregos, trouxe muita gente nova para dentro que de outra forma não estaria interessada então você desenvolve toda uma estrutura para pessoas cujo único interesse no campo era o aquecimento global.

Nigel Calder:
Se eu quisesse pesquisar digamos, os esquilos de Sussex, o que eu faria, e isso em qualquer época de 1990 para cá, escreveria no meu requerimento de bolsa os dizeres: “Quero investigar o comportamento não-agrupador dos esquilos, especialmente relacionados aos efeitos do aquecimento global” e desse jeito eu consigo meu dinheiro se me esquecer de mencionar “aquecimento global” poderei não conseguir o dinheiro.

?
Há uma inquietação em minha mente de que as grandes quantias de dinheiro que foram destinadas a este propósito, em detrimento das áreas menores da ciência distorcem o trabalho científico em geral.

Professor Richard Lindzen:
Estamos todos competindo por fundos e se seu campo é o foco do interesse, então você tem muito menos trabalho racionalizando por quê seu campo deveria ser financiado.

Nos anos 90’s, dezenas de bilhões de dólares dos fundos governamentais dos Estados Unidos, Reino Unido e outros estavam sendo desviados para pesquisas relacionadas ao aquecimento global. Uma grande parcela desses fundos foi para a construção de modelos computacionais para prever qual seria o clima no futuro. Mas quão exatos são esses modelos?
O Dr. Roy Spencer é pesquisador Sênior em estudos climáticos no Centro Marshall de Vôos Espaciais da NASA; Ele foi premiado com medalhas por realização científica excepcional pela NASA e pela Sociedade Meteorológica Americana.

Dr. Roy Spencer (Weather Satellite Team Leader NASA):
Modelos climáticos são apenas tão bons quanto as premissas que os compõem, e eles têm centenas de premissas. Só é preciso que uma suposição esteja errada para a previsão dar muito errado.

Previsões climáticas não são novidade, mas no passado os cientistas eram mais modestos sobre sua habilidade de prever o tempo. “Qualquer tentativa de prever mudanças do clima esbarra no ceticismo dos homens que modelam o tempo pelo computador.”

Ao criar decisões que afetam as pessoas, uma previsão ruim quanto ao que será o clima do futuro, poder ser bem pior que não fazer previsão alguma. Receio que nossa compreensão da complexa máquina do tempo ainda não é boa o suficiente para fazer uma declaração confiável sobre o futuro.

Todos os modelos assumem que o CO2 antropogênico é a principal causa da mudança climática, mais que o Sol ou as nuvens.

Professor Tim Ball (Dept of Climatology University of Winnipeg an from the University of Manitoba):
A analogia que uso é assim: meu carro não está funcionando muito bem então eu vou ignorar o motor que é o Sol, e vou ignorar a transmissão que é o vapor d’água e vou olhar só na roda traseira direita que é o CO2 antropogênico. É assim, a ciência é ruim a este ponto.

Professor Ian Clark:
Se você não entender o sistema climático, se não compreender todos os componentes que causam o aumento, os raios cósmicos, do Sol, o CO2, o vapor d’água, as nuvens e os colocar todos juntos, se não tiver tudo isso então seu modelo não vale nada.

Professor Carl Wunsch (Dept of Oceanography Massachusetts Institute of Technology):
A amplitude das previsões climáticas vaia muito. Essas variações são produzidas modificando-se sutilmente as premissas sobre as quais os modelos são baseados. As séries são tão complicadas que você pode ajustá-las muitas vezes até que elas façam algo realmente interessante.

Professor Ian Clark:
Trabalho como modeladores, fiz modelos e, com um modelo matemático você refina parâmetros, você pode modelar qualquer coisa, pode fazer ficar mais quente, pode fazer ficar mais frio modificando algumas coisas.

Uma vez que todos os modelos assumem que o CO2 antropogênico causa aquecimento, um modo óbvio de produzir uma previsão mais comovente é aumentar a quantidade imaginada do CO2 antropogênico indo para a atmosfera.
Continua na parte VII

sábado, 3 de janeiro de 2009

AQUECIMENTO GLOBAL

Recentemente, um grupo de 52 cientistas subscreveu um apelo urgente da ONU em favor de medidas drásticas para controlar o “aquecimento global”. O documento foi contestado por nada menos de 650 cientistas, para os quais o aquecimento global é apenas uma farsa montada para juntar dinheiro e poder político. (Olavo de Carvalho)

A GRANDE FARSA DO AQUECIMENTO GLOBAL - PARTE V

Vídeo 5

Margaret Thatcher:
“O que nós temos visto neste país é a emergência de uma minoria revolucionária organizada, que estão preparados para explorar as disputas industriais, mas cujo objetivo é a quebra da lei e da ordem e a distração de um governo democrático parlamentar.”

Nigel Calder:
A politização desse assunto começou com Margaret Thatcher.

Lord Law:
Ela estava sempre muito preocupada (lembro-me de quando era Secretária de Energia do Estado) com a promoção da energia nuclear, muito antes do surgimento da questão da mudança climática, porque ela estava preocupada com a segurança da energia e ela não confiava no Oriente Médio, e não confiava na União Nacional dos Mineiros. Então ela não confiava no petróleo, e ela não confiava no carvão, e por isso ela pensou que nós realmente tínhamos de ir adiante com a energia nuclear. E então, quando o clima mudou e a conversa sobre o aquecimento global apareceu, ela pensou “Isso é ótimo! Esse é outro argumento. Porque não há nenhuma emissão de CO2, esse é outro argumento de por que devemos apostar na energia nuclear.” E isso é o que ela estava realmente dizendo. Isso tem sido distorcido desde então.

Nigel Calder:
E então ela disse aos cientistas, ela foi à “Royal Society” e disse: “Há dinheiro em cima da mesa para que você prove esse negócio.” Então é claro que eles foram e fizeram aquilo.

Professor Philip Stott (Dept of Biogeography University of London):
Inevitavelmente, os políticos oportunistas colocariam seu peso em alguma coisa e subscreveriam seus nomes nisso, pois de alguma forma, claro o dinheiro fluiria, é como funciona. E, inevitavelmente, pesquisas, desenvolvimento, instituições, começaram a “borbulhar pro topo” (por assim dizer) aqueles que pesquisarão sobre o clima mas com uma ênfase particular na relação entre CO2 e temperatura.

A pedido da Sra. Thatcher, o Serviço de Meteorologia Britânico estabeleceu uma unidade de modelagem do clima que deu a base para um novo comitê internacional chamado Painel Intergovernamental de Mudança Climática ou IPCC.

Nigel Calder:
Eles chegaram com o primeiro grande relatório que previa o desastre climático como um resultado do aquecimento global. Eu me recordo de ter ido à conferência científica para a imprensa e ter ficado atônito com duas coisas: Primeiro, a simplicidade e eloqüência da mensagem (e o vigor com a qual foi distribuída) e secundariamente, o total desprezo de toda a ciência climática naquela época incluindo-se incidentalmente o papel do Sol, que tinha sido o assunto de um evento maior na Sociedade Real apenas alguns meses antes.

Mas a nova ênfase no CO2 antropogênico como um possível problema ambiental não foi atrativa apenas para a Sra. Thatcher.

Nigel Calder:
Foi algo certamente muito favorável à idéia ambiental, o que eu chamo de “ambientalismo medieval”, algo como “vamos voltar ao jeito como as coisas eram em tempos medievais e nos livrar de todos esses carros e máquinas terríveis”. Eles amaram, porque CO2 era para eles um símbolo da industrialização.

Professor Frederick Singer:
Enquanto o CO2 é claramente um gás industrial e comprovado e atrelado ao crescimento econômico com o transporte por carros, com o que chamamos de “civilização” e há forças no movimento ambiental que são simplesmente contra o crescimento econômico, eles acham que é ruim.

Nigel Calder:
Isso poderia ser usado para legitimar toda uma encantadora quantidade de mitos que já existiam: anti-carros, anti-crescimento, anti-desenvolvimento e, acima de tudo, anti àquele grande Satã: os Estados Unidos.

Patrick Moore é considerado um dos mais notáveis ambientalistas de sua geração. Ele é co-fundador do Greenpeace.


Patrick Moore (Co-founder, Greenpeace):
A mudança do clima sendo um ponto de maior destaque ocorrera por duas razões bem diferentes: a primeira foi que porque pela metade dos anos 80’s uma maioria de pessoas passou a concordar com todas as coisas razoáveis que nós no movimento ambiental estávamos dizendo que deveriam fazer; agora, quando uma maioria de pessoas concorda com você, é bem difícil ficar confrontando-se com elas, então a única maneira de permanecer anti-institucional era adotar posições cada vez mais extremas. Quando deixei o Greenpeace foi no meio da adoção da campanha para banir o cloro em todo o mundo. Como eu disse: “Sabe gente, este é um dos elementos na tabela periódica, entende? Quero dizer, não estou certo se está na nossa jurisdição banir todo um elemento”. A outra razão para a qual o extremismo ambiental surgira foi por causa do fracasso do comunismo mundial, o muro caiu e um monte de pacifistas e ativistas políticos migraram para o movimento ambientalista, trazendo seu novo-marxismo consigo e aprenderam a suar a “língua verde” de um jeito muito inteligente para disfarçar programas que na verdade tinham mais a ver com anticapitalismo e antiglobalização que qualquer coisa a ver com ecologia ou ciência.

Lord Law:
A esquerda ficou levemente desorientada pelo fracasso evidente do socialismo e, naturalmente, do comunismo-marxismo como foi testado, e ainda permanecem tão anticapitalistas quanto eram, mas eles têm de encontrar novos sujeitos para aquele anticapitalismo.

Nigel Calder:
E era uma espécie de aliança fantástica com Margaret Thatcher na direita e no outro extremo, a facção dos bio-esquerdistas ambientalistas anticapitalistas. Criou-se esta espécie de “força” por trás de uma idéia maluca.

No começo dos anos 1990’s o aquecimento global antropológico não era mais apenas uma sutil teoria excêntrica sobre clima, era uma exaustiva campanha política, ela começou a minar o poder deles.

(Continua na Parte VI)